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Montepio Social Tech: Usar a tecnologia para ajudar os que mais precisam

Publicado em 18 Julho 2017 por Ntech.news - Rui da Rocha Ferreira | 114 Visualizações

Montepio Social Tech

Continua a existir a ideia de que as iniciativas de cariz social passam quase sempre pelo conceito de voluntariado. Ainda que esta seja de facto uma componente importante nesta área, não é uma componente que consiga resolver todos os problemas e dar resposta a todas as necessidades que existem.

Por isso é que a Caixa Económica Montepio Geral quer trazer a inovação, a tecnologia e mais áreas para esta equação. «A área da economia social para crescer, para ser sustentável, tem de ter princípios de gestão. Temos de atrair para esta economia pessoas com esse valor, pessoas que olhem para esta área como uma oportunidade», disse em conferência de imprensa o diretor comercial de economia social do Montepio, Fernando Amaro.

A pensar nestes objetivos a empresa vai lançar uma iniciativa de empreendedorismo na área social, o Montepio Social Tech. Este é um programa de aceleração que pretende encontrar novos projetos e empresas que queiram criar soluções sustentáveis e que tenham impacto seja do lado das instituições sociais, seja do lado de quem beneficia diretamente destas ações.

«Como ajudar aqueles que já ajudam, e muito, a fazerem mais e melhor? Como, nesta perspetiva da tecnologia, é possível estar ao serviço daqueles que servem os outros?». As questões são do administrador da Caixa Económica Montepio Geral João Lopes Raimundo e podem servir como base de lançamento para ideias na área social.

«Os projetos não podem depender de subsídios e mecenas. São negócios que têm objetivo social, mas têm dimensão da sustentabilidade, um modelo de negócio que gera o suficiente para que a sua missão mais importante possa ser concluída», acrescentou o responsável do Montepio Geral.

«Este programa tenta forçar um pouco isso, espicaçar um pouco os jovens ‘venham, venham para a economia social’ e temos um conjunto de parceiros que acredita nesse princípio”, disse depois Fernando Amaro.

Além do Montepio, este programa de empreendedorismo conta ainda com o apoio de várias outras entidades como a Microsoft Portugal, Deloitte Portugal, Impact Hub, Fundação Calouste Gulbenkian e Santa Casa da Misericórdia, entre outros.

Como funciona?

As candidaturas para o Montepio Social Tech já estão abertas e vão ficar disponíveis até ao dia 3 de setembro – as inscrições podem ser feitas aqui. No dia 19 de setembro arranca oficialmente o programa.

O Montepio Social Tech terá depois a duração de três meses e vai integrar até 12 projetos – sendo que dois destes lugares estão reservados para os vencedores das últimas edições do Hack for Good e do Santa Casa Challenge. O projeto vencedor vai receber um prémio monetário de 10 mil euros, sendo que ainda está a ser estudada a hipótese de haver outros prémios monetários que serão atribuídos pelos parceiros da iniciativa.

No melhor dos cenários, os responsáveis do Montepio gostavam que todos os doze projetos ficassem com bases para o lançamento de empresas com negócios sustentáveis. Para tornar esta ideia mais concretizável, as apresentações finais do Montepio Social Tech deverão decorrer no Summit Social, no final de novembro, onde estarão vários investidores nacionais e internacionais.

Isto significa que mesmo que um projeto acabe por não sair vencedor, pode sempre conseguir investimento de outras entidades, se conseguir convencê-las do valor do seu negócio.

«Queremos dar mentoria à séria, queremos ter tempo para olhar para os projetos de A a Z e ajudar. O objetivo é que os 12 terão capacidade para entrar no mercado e implementar as suas ideias junto do mercado. O prémio é a ‘cenoura’ que pode trazer os mais indecisos para o projeto”, explicou Fernando Amaro.

Os elementos do Montepio Geral deixaram depois algumas ‘pistas’ sobre os critérios usados para escolher quais os projetos que vão integrar o programa de empreendedorismo. «O principal ponto é o compromisso e a dedicação da equipa», considerou Fernando Amaro. O potencial para gerar receitas, o perfil académico e profissional das equipas e o impacto da ideia serão outros elementos avaliados. Além disso, equipas que promovam a intergeracionalidade seria algo que os promotores do projeto gostariam de ver.

«Nada disto faz sentido se não tiver impacto social. Qualquer investidor social procura ter retorno de impacto social, mais do que retorno financeiro. O que é que isto vai trazer de valor acrescentado para a sociedade?», questionou por fim o porta-voz do Montepio.


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Startups

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