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«Na KI não embarcarmos em modas»

Publicado em 18 Maio 2017 por Luísa Dâmaso | 541 Visualizações

 

A concorrência não assusta a Knowledge Inside, disso Daniel Oliveira, CEO da empresa, tem a certeza. A estratégia pautada pela qualidade e pela diferenciação através das soluções que representam são meio caminho andado para que a empresa se posicione no mercado de forma impar como um «Problem Solver para as organizações». O objetivo é que as necessidades dos clientes estejam sempre em primeiro lugar. É aliás desta forma que Daniel Oliveira conta atingir os objetivos previstos para 2017, tais como o crescimento da faturação em 30%. «No 1º trimestre tivemos um crescimento de 55% em relação a igual período de 2016», constata o responsável.

Ntech.news – Qual o balanço que fazem destes 12 anos de atividade? 

Daniel Oliveira – É um balanço extremamente positivo. Conseguimos atingir um número de clientes com uma dimensão considerável, crescer de uma forma sustentada, tanto em volume de faturação como em relação à equipa. Começámos poucos e neste momento somos 14 e ainda em fase de crescimento da equipa.

 

Qual a maior lição que aprenderam na última década?

Não foi uma lição nova, mas o comprovar de uma lição que todos conhecíamos. A qualidade retém clientes. Colocamos o cliente no centro de tudo o que fazemos e isso tem-nos trazido clientes fiéis e satisfeitos com o nosso trabalho. A estratégia tem seguido sempre a compreensão das necessidades dos clientes e a oferta da melhor solução, quer seja em ambientes chamados tradicionais, quer seja na cloud, área que trabalhamos há muitos anos.

A faturação da empresa acompanhou sempre as expetativas? Houve alguma altura em que pensassem que não estavam a ir no caminho certo?

A faturação tem sido crescente embora coloquemos sempre fasquias elevadas. Já passámos por períodos menos bons, mas ultrapassados da forma que julgámos ser a melhor. Os caminhos que seguimos foram sempre consideradas em cada momento os melhores caminhos a seguir. Somos uma empresa dinâmica e isso faz com que avaliemos com regularidade se o que fazemos e a forma como fazemos é o melhor para atingir os objetivos da empresa.

A necessidades das empresas reduzirem custos, foi um bom catalisador para o vosso modelo de negócio?

Sem dúvida que na abordagem cloud que fazemos às organizações, a redução de custos é um fator importante. No entanto penso que o principal catalisador é o aumento de produtividade e performance das organizações. Se a isso juntarmos uma redução de custos, tanto melhor.

Podemos dizer que as empresas evoluíram o seu modelo de consumo de TI nestes anos de forma consciente, sem embarcar em modas?

Tudo começa por na Knowledge Inside não embarcarmos em “modas”. Se calhar por isso não sejamos os primeiros a adotar tecnologias recentes, mas pelo contrário, adotamos e apresentamos tecnologias robustas que respondam às necessidades dos clientes. Se nos parecer que determinada solução vai mais ao encontro do que o cliente pretende, é essa que apresentamos independentemente de ser a solução da “moda” ou a solução que os fabricantes querem, por vezes à força, introduzir no mercado.

Cloud, AI e IoT no mapa tecnológico

Como se prepararam para 2017? Que estratégia definiram?

O grande investimento deste ano foi e ainda está a ser o investimento em pessoas. O reforço da equipa é essencial para podermos dar resposta aos crescentes pedidos dos clientes e atingirmos o objetivo de crescimento da empresa. O investimento nas pessoas não passa apenas pelo crescimento da equipa, mas também pela realocação de funções da equipa já existente, apostando no crescimento profissional de quem já trabalha connosco há vários anos.

Quais os principais objetivos que estabeleceram? 

O principal objetivo para o ano de 2017 é sermos conhecidos como um Problem Solver para as organizações. Existem outros objetivos que naturalmente virão com o objetivo principal, como é exemplo a ambição de queremos crescer a faturação em 30%, sendo que no 1º trimestre tivemos um crescimento de 55% em relação a igual período de 2016.

A AI, a IoT e a Cloud são os grandes desafios de 2017 para as empresas? Considera que as empresas portuguesas estão preparadas para estes desafios?

Não consideramos apenas que as empresas estão preparadas. Consideramos que as empresas têm esta necessidade mesmo que algumas ainda não se tenham apercebido das vantagens da utilização destas tecnologias. Nas áreas de AI e IoT há muito trabalho ainda pela frente e aqui os desafios podem ser maiores. Já em termos de soluções de cloud, há poucas empresas que de uma forma ou outra não as utilizem.

A cloud será então o desafio mais fácil de superar, ou talvez o mais dinâmico dos três?

Como referi, este é o mais fácil porque já faz parte da maioria das empresas. Nesta área o desafio é, nos casos possíveis, aumentar a utilização da cloud, demonstrando as vantagens (e apresentando também eventuais desvantagens) da adoção de soluções cloud. O desafio neste momento não é tanto passar a ideia, mas principalmente apresentar as melhores soluções em cada momento.

A vossa metodologia Cloud TakeOFF traduziu-se em boas oportunidades no mercado?

Todas as apresentações que foram realizadas tiveram bons resultados. Este é um bom exemplo da metodologia que utilizamos na abordagem à cloud na maioria das soluções apresentadas às empresas. Neste modelo, pretendemos fazer a análise dos requisitos, a construção dos vários cenários possíveis, a análise dos potenciais fornecedores do serviço, apoio no pedido de propostas e a sua comparação.

Há evoluções prevista para o Niodo

Que novidades prepararam para as empresas em 2017?

Além das apresentadas anteriormente como objetivos para 2017, demos também início a uma série de Pequenos Almoços Tecnológicos, feitos até agora em sessões individuais com os nossos clientes. O próximo passo será estender para sessões com vários participantes. Nestas sessões passamos por vários temas como a Transformação Digital, Chatbots, Inteligência Artificial e Machine Learning, Mobilidade Empresarial, RGPD, etc. Neste último capítulo teremos também soluções para ajudar as organizações a cumprirem com o novo RGPD. Será um tema em cima da mesa das empresas portuguesas. Também existirão novidades no Niodo, a oferta de cloud da Knowledge Inside, com o objetivo de melhorar e reforçar a oferta existente há cerca de 8 anos.

Quantos clientes possuem atualmente? E quais são as perspetivas de crescimento?

Embora o número de clientes seja superior, trabalhamos com regularidade cerca de 150 clientes. Pretendemos este ano crescer este número não existindo nenhum objetivo específico quanto ao número de clientes. O reforço na área comercial que fizemos desde o início de 2017, permitir-nos-á chegar a mais empresas e atingir os objetivos de crescimento de 30% quer em faturação quer na rentabilidade do negócio.

Quantas pessoas constituem a equipa da KI? Pretendem faze-la crescer?

Neste momento são 14 pessoas e pretendemos ainda este ano atingir as 16. De salientar que no início de 2016 a equipa da KI era constituída por 11 pessoas.

Consideram que o mercado português é difícil de trabalhar?

O mercado português não é difícil de trabalhar, mas sendo um mercado pequeno, sentimos a presença de alguma concorrência de forma constante. Isso é visto de uma forma positiva por nós, dado que normalmente concorremos com empresas de dimensão muito superior à nossa. Por outro lado, os clientes, assim que experimentam trabalhar connosco e usufruem das nossas soluções, percebem que estão a trabalhar com uma empresa que realmente os coloca no centro e lhes dá toda a atenção sempre.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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