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Nem os tablets destacáveis impedem o declínio do mercado

Publicado em 7 Agosto 2017 por Ana Rita Guerra | 89 Visualizações

As remessas mundiais de tablets voltaram a cair no segundo trimestre de 2017, apesar de não ter sido uma quebra tão acentuada quanto em períodos anteriores. De acordo com a IDC, as remessas atingiram os 37,9 milhões de unidades, uma redução de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O notável é que a quebra aconteceu também no segmento de tablets destacáveis, que quando surgiram foram considerados a “salvação” do mercado. Estes são os tablets que se ligam a teclados-capa, como o iPad Pro e o Surface, e que a IDC distingue dos portáteis conversíveis em tablets.

«Houve uma modificação nas expectativas para os destacáveis, já que os portáteis conversíveis concorrentes ofereceram uma experiência de computação familiar e convincente para muitos», indica o analista Jitesh Ubrani. «Até à data, o mercado 2-em-1 foi bifurcado com a Apple e a Microsoft a liderarem os destacáveis e os fabricantes de PC a liderarem nos conversíveis», acrescenta. Ubrani frisa que o Surface e o iPad Pro ainda dominam.

A tabela de topo mostra que a Apple reforçou bastante a sua quota de mercado no segundo trimestre. Aumentou as vendas em 15% e passou de 25,4% para 30,1% de quota. A Samsung, na segunda posição, teve uma redução mínima de 0,8% nas unidades mas manteve praticamente a mesma quota – de 15,4% para 15,8%.

Foi na terceira e quarta posições que se registaram as maiores subidas. A Huawei deu um salto de 47,1%, tendo agora 8% de quota, e a Amazon disparou 51,7%, passando a 6,4% de quota. A chinesa Lenovo esteve em contra-ciclo com uma quebra de 14,6%, e o mesmo sucedeu na categoria “Outros” (-24,6%).

A IDC explica que a pressão em baixa nos preços tem levado as fabricantes de marca branca a desinvestirem no segmento de tablets. A consultora espera que esta tendência continue, o que deverá significar uma redução no número de opções low-cost disponíveis. A diretora de pesquisa Linn Huang avança, no entanto, que se espera uma proliferação de destacáveis com Chrome OS a tempo das compras natalícias.

 


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Mobilidade

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