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Novas oportunidades exigem novas soluções

Rodrigo Oliveira, fundador e diretor-geral da Zyrgon Network Group

Publicado em 24 Março 2021 | 95 Visualizações

No último ano, por causa da pandemia e dos períodos forçados de confinamento, assistimos a uma evolução da comunicação digital das empresas sem precedentes.

As consequências para o sector da comunicação digital foram até, no geral, positivas, já que se atingiu um ponto sem retorno na atitude das empresas: a presença digital é obrigatória, faz parte da estratégia comercial, e deve oferecer uma experiência desenhada à medida dos seus consumidores. O mundo físico, pelas suas limitações e restrições, já não é o único terreno para os seus negócios.

Este cenário trouxe novas oportunidades de negócio para as agências de comunicação digital, mas também elevou o grau de exigência e o desenvolvimento da sua capacidade de resposta, obrigando-as a evoluir e a oferecer soluções mais eficazes, diversificadas e a toda a escala. Por exemplo, vimos pequenas empresas a colocarem-se em bicos de pés e a competir com grandes grupos, ultrapassando as suas limitações naturais (geografia, dimensão, capacidade de oferta) graças a serviços digitais feitos à sua medida.

Com esta nova realidade, as empresas tiveram que engrenar a mudança e passar a correr, em vez de deixar andar, sob o risco imediato de serem ultrapassadas e ficarem definitivamente para trás.

De uma forma global, houve um aumento na procura de serviços de e-commerce – para colmatar a falta de acesso às lojas físicas, mas também para expandir para novos mercados; de gestão de social media e campanhas digitais no Facebook e no Google; desenvolvimento de SEO, para chegar aos targets definidos; e também de web design, desenvolvimento de aplicações, realização e edição de vídeos para o YouTube e social media, para oferecer experiências e narrativas mais ricas aos consumidores.

Tanto no mercado nacional como internacional, a experiência de consumo e a presença digital das marcas tornaram-se absolutamente cruciais. Se os clientes não podem comprar em espaços físicos, vão fazê-lo online, e é fundamental as marcas estarem visíveis e oferecerem soluções inovadoras que satisfaçam as necessidades dos consumidores.

Houve mercados que até beneficiaram com as limitações impostas pela pandemia e as suas novas realidades. O mercado imobiliário, um sector muito assente na relação interpessoal, teve um crescimento económico bastante positivo. A maior procura por imóveis com espaços para home office, com varandas, terraços ou jardins e espaços de estar maiores, para um melhor conforto de toda a família, levou ao aumento das pesquisas online por este tipo de soluções residenciais, às quais foi preciso saber responder.

O marketing digital de alto nível, baseado numa forte gestão de social media, conteúdos digitais de qualidade fotográfica e vídeo superior, campanhas de e-mail marketing, SEO, e criação de áreas nos websites para a visualização de visitas virtuais, teve uma enorme procura e estabeleceu um novo padrão no sector.

As soluções encontradas não são novas, mas a necessidade tornou-as urgentes. O que era tendência passou a ser a rotina, e hoje vivemos num ciclo contínuo de desenvolvimento e implementação de soluções. O grande desafio está em conseguir responder às necessidades específicas de cada consumidor, respeitando a identidade e oferta únicas de cada empresa.

Este aumento no patamar de exigência é muito benéfico para as agências e acaba por gerar um ciclo positivo, em que a inovação é e será o principal motor e fator de diferenciação.

É que tudo mudou e não há como voltar atrás. E isso é uma coisa boa para o sector.


Publicado em:

Opinião

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