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«O método de pagamento próprio continua no nosso roadmap e vamos fazendo progressos»

Nuno Breda, Co-CEO Ifthenpay

Publicado em 22 Fevereiro 2023 por Cristina A. Ferreira | 790 Visualizações

A portuguesa Ifthenpay divulgou os resultados de 2022 no início de fevereiro, dando a conhecer que os números alcançados superaram largamente os objetivos fixados para o ano e atribuindo essa evolução, acima do previsto, à «resiliência do comércio eletrónico no pós-pandemia». 

Ao longo de 2022, a empresa portuguesa movimentou mais de 1.000 milhões de euros em pagamentos, num crescimento de 24% face ao ano anterior e alcançou um volume de negócios de 4,98 milhões de euros, mais 16% do que em 2021. 

Na mesma nota, a empresa adiantava que nas primeiras semanas de 2023 verificava um crescimento significativo do volume de transações nos seus serviços disponibilizados a empresas. 

Os dois temas deram o mote para uma conversa de Nuno Breda, co-CEO da Ifthenpay, com o Ntech.news. Na mesma conversa, a empresa adiantou mais alguns detalhes da estratégia para este ano e reafirmou o interesse em lançar um método de pagamento próprio.   

Ntech.News: A Ifthenpay fechou o ano a crescer e atribui isso à “boa saúde do comércio eletrónico”. Em que áreas mais se destacam os pagamentos eletrónicos em Portugal neste momento, seja por volume seja pelo nível de crescimento?

Nuno Breda: O comércio eletrónico está a crescer de uma forma generalizada em todos os sectores e Portugal costuma ser uma boa referência nestas áreas tecnológicas. O próprio Multibanco é um exemplo disso. Há mais de 30 anos que utilizamos um meio de pagamento digital e muitos países ainda não têm um sistema tão seguro e fiável como o nosso. A Ifthenpay, pela sua dimensão atual, tem naturalmente clientes em todas as áreas de negócio, mas podemos destacar alguns sectores onde as vendas online têm manifestado um maior crescimento, como por exemplo o vestuário e calçado, telemóveis e outros equipamentos eletrónicos, perfumaria e cosmética, artigos para o lar, refeições ao domicílio, etc. Temos vindo também a registar um aumento significativo nos pagamentos digitais “B2B”, pois existem cada vez mais plataformas de empresas para empresas.

Ntech.News: As primeiras semanas deste ano, segundo referiram já, deram bons indicadores em relação à evolução dos pagamentos eletrónicos. Quais são os principais destaques em relação ao resto do ano, no que toca às vossas expectativas de evolução do mercado?

N.B.: Seria expectável um crescimento menos acentuado no início deste ano, atendendo à atual conjuntura mundial, mas, pelo contrário, verificámos crescimentos acima de 25% nas primeiras semanas do ano corrente, quando comparado com o período homólogo do ano anterior. Uma explicação possível para este cenário pode ser atribuída, em parte, a uma maior procura de preços mais reduzidos, o que acontece habitualmente no comércio online. Por outro lado, a Ifthenpay tem atraído cada vez mais empresas para os pagamentos digitais, o que também contribuiu significativamente para este aumento.

Ntech.news: Têm planos para lançar este ano novas soluções e serviços. Já é possível adiantar algum detalhe sobre o que está a ser preparado?

 N.B.: Sim, este ano iremos ter novidades. Nesta fase podemos, por exemplo, adiantar que vamos reforçar a solução omnichannel, onde os nossos clientes poderão ter mais serviços integrados no seu Backoffice e consultar todos os seus pagamentos digitais num só único canal.

Ntech.news: Em 2019 a Ifthenpay revelou que estava a trabalhar num método de pagamento próprio, que seria pilar de internacionalização. Que desenvolvimentos há nesta área, no que se refere ao sistema proprietário?

N.B.: O método de pagamento próprio continua no nosso roadmap e vamos fazendo progressos. Só não está já num estado mais avançado porque em Portugal existem algumas dificuldades de natureza burocrática, e até de acesso às próprias infraestruturas dos pagamentos, que temos de resolver porque são etapas necessárias à implementação deste novo método.

Ntech.news: A internalização é um dos vetores da estratégia para 2023, em que moldes e para que mercados?

N.B.: Já em 2022 iniciámos este processo de internacionalização e vai ser claramente reforçado em 2023. Estamos a incluir cada vez mais métodos de pagamentos internacionais, possibilitando o acesso das empresas portuguesas a estes novos mercados. Poder dar este contributo à economia nacional é algo que verdadeiramente nos inspira. Hoje, exportar está ao alcance de qualquer um, basta aderir aos pagamentos digitais da Ifthenpay e torna-se possível receber pagamentos de qualquer parte do mundo, incluindo até através de métodos de pagamento locais específicos de alguns países.


Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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