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O mundo dos eventos molda-se ao ritmo das novas necessidades

Publicado em 15 Fevereiro 2021 por Ntech.news- Luísa Dâmaso | 31 Visualizações

Com a pandemia a desbravar terreno entre nós, os tempos não têm sido fáceis para o mundo da comunicação e dos eventos físicos. Em contrapartida o mundo online evoluiu a uma velocidade sem precedentes e o que antes demorava meses a concretizar passou a fazer-se de um dia para o outro. É neste contexto que plataformas como o Zoom, o Teams e outras se tornaram nas novas sales de reuniões, espetáculos, eventos e conferências.

Em abril do ano passado, o Grupo GCI apresentou o Virtual Arena – uma sala para eventos em 3D, que permitia realizar, decorar, customizar e criar toda a experiência de um evento, mas de forma virtual. Bruno Batista, presidente do Grupo GCI, explica que no início as empresas demonstraram muita curiosidade em conhecer o conceito, mas faltava confiança para investir numa solução tão diferente e à frente. «Havia dúvidas sobre o resultado, o impacto nos convidados, as questões técnicas», assinala o responsável.

No entanto, realizado o primeiro evento, Bruno Batista admite que não pararam mais e que houve semanas com sete eventos, por vezes dois por dia, e que evoluíram com a exigência de cada evento. «Fazer uma breve ronda por aquilo que ajudámos as empresas a concretizar é falar, por exemplo, nos quatro dias de Comic Con Portugal que decorreram no virtualarena.pt e que recebemos dezenas de milhares de visitantes. É recordar que para uma empresa tecnológica, uma multinacional, efetuámos o lançamento de um produto recorrendo a realidade virtual para entrarmos em pormenor e com maior realismo nas novidades. Com o Chef Chakall realizámos workshops, showcookings e entregámos cabazes personalizados a cada atividade. Também foi no virtualareana.pt que se materializou o apoio que a Zeiss deu à cultura, mais propriamente aos Commedia a La Carte e que contribuiu para que a realização de “2020 Futuro a La Carte”, uma celebração da Cultura através do Humor e da Tecnologia, pudesse ser uma realidade. Neste espetáculo, que reuniu “O melhor de dois Mundos”, o espetador participou, como sempre, no desenrolar do espetáculo dos “Commedia a La Carte” – ainda que por intermédio de uma App através da qual, de forma segura, pôde intervir, ainda mais intensamente, nas atuações de César Mourão, Carlos M. Cunha e Gustavo Miranda», exemplificou o responsável.

Com base no sucesso do Virtual Arena, a GCI fez evoluir a plataforma para o mercado das feiras através do Virtual Park e Bruno Batista explica como:

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Há mercado/procura para este conceito? E de que ordem?

O Virtual Park é um avançado centro tecnológico para feiras congressos ou exposições, de todas as tipologias e formatos. Uma cidade virtual, que alia todas as valências do Virtual Arena a mais edifícios, auditórios, área de exposição e espaço exterior, que podem ser personalizados e revestidos de conteúdos. Além de que é possível às lojas oferecem a experiência de venda. A roda gigante, tal como numa feira tradicional, permite vista panorâmica do recinto. O mercado digital cresceu exponencialmente, e pretendemos agora que se torne possível ativar as marcas, muito além do site ou redes sociais.

Tendo em conta que o setor das feiras e dos grandes eventos tem estado parado por força da Pandemia, o Virtual Park vem colmatar esta situação e tornar possível a ida a uma feira e o ter uma experiência de marca neste contexto, quer em Portugal, quer noutro ponto do mundo.

O que procuraram ter em conta no desenho deste projeto?

O Virtual Park não é estanque, o aspeto que apresentamos agora é o formato standard, mas pretendemos desenhar à medida de cada evento, o recinto e a experiência que faz sentido para manter os valores da versão física, isto porque no futuro vão existir as duas. Aliamos a funcionalidade à diversão. Ao desenharmos este parque tivemos sempre presente dois pontos: todo o projeto teria de aliar a mais alta tecnologia às valências que o espaço de feira e exposição físico oferece. E conseguimos. O Virtual Park dispões de um Pavilhão de Exposições para feiras temáticas, um Showroom Center para exposições mais personalizada e de várias dimensões, uma Sala de Espetáculos para eventos musicais e culturais, e ainda muitas zonas outdoor que podem ser personalizadas e revestidas de conteúdos. Além de uma roda gigante onde vai ser possível ter uma vista panorâmica e criar Showroom de marcas.

Quais as expetativas em relação ao Virtual Park? Já há projetos em cima da mesa?

O Virtual Park foi lançado na segunda semana de fevereiro e neste momento já temos uma grande feira nacional agendada.

Qual o modelo de negócio/custos? 

Temos a plataforma base que já está desenvolvida e que pode ser apenas personalizada com a comunicação de cada evento. No entanto, existe a possibilidade de recriarmos diversos recintos e adaptarmos as experiências ao conceito de cada organização. Os valores de investimento são diferentes. 

Recursos disponíveis aos clientes?

O Virtual Park tem ao seu serviço, está equipado com a mais alta tecnologia da área. Por isso, diria que os seus recursos são ilimitados, que o espaço se adapta às necessidades de cada cliente esteja ele fisicamente em Portugal ou noutro país do mundo. A interatividade é o nosso foco para garantir que satisfação dos visitantes, e aqui, a criatividade não tem limites. 


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