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O poder de computação está mais próximo do utilizador

Publicado em 25 Maio 2016 | 376 Visualizações

A futurologia do mundo interconectado (IoE) já é uma realidade e os requisitos de tempos de latência evoluíram para níveis de exigência só garantidos pelo edge computing, um ambiente de computação de proximidade sustentados em data centres integrados. No evento organizado pela Schneider, Digital Transformation & IoT, destinado a clientes finais, Gabriel Coimbra, da IDC Portugal, identificou uma pressão natural de novos aceleradores de inovação (impressão 3D, robótica, sistemas cognitivos, realidade virtual, segurança, IoT, sobre as infraestruturas de TI, e uma hegemonia significativa da IoT entre os principais catalisadores da transformação digital qe caracterizam a terceira plataforma.

 

Com a previsão de 30 mil milhões de dispositivos ligados até 2020, Gabriel Coimbra confirma o poder transformador que reside na IoT para a otimização de toda a cadeia de valor das organizações e para o desenvolvimento de novos produtos e serviços. Desde o retalho até a indústria automóvel, passando pela gestão de frotas, pelas smart cities ou pela saúde, são vários os setores em que a IoT está a deixar marcas de disrupção.

 

Segundo as previsões da IDC até 2019, 45% de todos os dados de apps de IoT vão ser analisados e processados em datacenters próximos do cliente – at the edge. Neste ambiente, cada segundo conta para o nível de serviço e as empresas, os fornecedores de serviços e de cloud sabem que a competitividade vindoura terá necessariamente de passar pela implementação de recursos de computação de proximidade.

 

As exigências de performance dos equipamentos, dos streamings e das comunicações pedem uma nova abordagem tecnológica disruptiva que pode assustar os gestores, uma vez que está em curso uma mudança que acarreta o crescimento exponencial do tráfego digital e, consequentemente da infraestrutura que o suporta.

Mas, João Rodrigues, vice-presidente de IT Business na Schneider Electric, garantiu que «a solução para grandes problemas não tem que ter uma grande escala».

 

A Schneider Electric preparou uma solução para reduzir custos operacionais, riscos e melhorar os níveis de serviço nos ambientes digitalizados que passa por micro data centers, desenhados para corresponder aos requisitos do edge computing, ou computação de proximidade, que surgem à medida que as organizações dão passos disruptivos para elevar a sua estratégia corporativa a novos níveis de competitividade e de rentabilidade na era digital.

 

Os Micro Data Centers da Scneider Electric incluem fontes de alimentação ininterrupta (UPS), distribuição de energia, software de gestão (DCIM), monitorização ambiental, arrefecimento e segurança – todos os componentes testados, montados, embalados e depois assemblados num ambiente de produção.

As infraestruturas de micro data centers não são propriamente uma novidade e há muito que a Schnider testa estas unidades em projetos internacionais, e de exportação, nomeadamente para os PALOP. João Rodrigues assegurou, no entanto, que estão em curso contatos comerciais com empresas nacionais, que a médio prazo se traduzirão em projetos. Até ao final do ano o responsável espera ter montados pelos menos três micro data centres.

 

A Schneider Electric admite que o potencial de mercado para este tipo de estrutura existe e será cada vez mais expressivo. Os SmartBunker CX e SX constituem soluções em rack para salas tradicionais de TI e ambiente sde escritórios remotos. Para a Indústria, o SmartBunker FX disponibiliza soluções de gestão remota para alojar equipamentos de TI e de controlo industrial. Por último o SmartShelter acamoda vários racks dentro da sua estrutura metálica e pode ser parametrizado para servir qualquer necessidade ou setor.

 

Em Portugal este tipo de solução já é utilizado, principalmente na indústria. Na AutoEuropa por exemplo, António Almeida, responsável pela gestão e planeamento de projetos, explicou que os micro data centres já são utilizados na fábrica de Palmela desde finais de 2014, inicio de 2015. Atualmente este responsável doz que a empresa tem em funcionamento seis micro data centers e planeia operacionalizar duas novas unidades ainda este ano.

 

 

As soluções Micro Data Centers da Schneider Electric incluem

 

             SmartBunker SX: tradicionalmente para salas de TI

             SmartBunker CX: otimizado para ambientes de escritório

             SmartBunker FX: resistente a qualquer ambiente

             SmartShelter: multi-rack e em contentor, resistente a qualquer ambiente


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Atualidade

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