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O que esperar da cloud híbrida em 2022…

Gonçalo Costa Andrade, Cloud & Cognitive manager na IBM Portugal

Publicado em 13 Janeiro 2022 | 481 Visualizações



Em 2021 tornou-se claro o que já vínhamos a observar no mercado: a abordagem de ter um único fornecedor de cloud está morta.   

Um  estudo recente da IBM  reforçou esta afirmação pois apenas 3% dos entrevistados globais reportaram o uso de uma única cloud privada ou pública em 2021 – abaixo dos 29% que o faziam em 2019. Outra evidência desta tendência vem do cancelamento do contrato de cloud DoD´s JEDI, que se refletiu na indústria de cloud no verão passado e perturbou o status quo, mostrando que de facto a abordagem de um único fornecedor de cloud é coisa do passado.   

As implicações de um único fornecedor tornaram-se dolorosamente claras – falta de inovação, angústia sobre a segurança e preocupações relacionadas com a confiança. A COVID-19 acelerou a transformação digital e as empresas começaram a repensar o valor de manter as aplicações on-premises – acelerando a identificação de quais as aplicações que vão para a cloud e quais as que permanecem dento de casa. 

A utilização de uma abordagem híbrida e multicloud nunca foi tão clara. Então, o que vem a seguir? Antecipámos 2022 para explorar o que este ano pode reservar para o mundo da cloud híbrida, e temos algumas previsões.

As empresas irão estrategicamente migrar workloads à medida que abraçam a modernização
Enquanto as organizações avançam para as suas jornadas de cloud híbrida e multicloud, o foco irá mudar para determinar o lugar para onde irão as workloads. No início da sua jornada de cloud, as organizações muitas vezes moviam as workloads simples para a cloud e agora estão a avaliar a migração das workloads mais críticas e complexas à medida que se adaptam e estão recetivas à modernização. No próximo ano, irão acelerar o inventário dos seus ambientes de TI para selecionar quais as workloads e aplicações mais adequadas para a cloud e quais as que devem permanecer on-premisses.

O futuro da computação na Cloud: A segurança estará na frente e no foco à medida que as ameaças cibernéticas crescerem
Uma das muitas razões pelas quais as organizações estão cada vez mais a adotar uma abordagem de cloud híbrida e multicloud é para reduzir o risco de concentração de fornecedores à medida que as ameaças cibernéticas crescem. A proteção de dados é a prioridade das empresas, no entanto, estas também destacam a segurança planeada com um único ponto de controlo para que possam ter acesso a uma visão holística das ameaças e reduzir a complexidade no próximo ano. Enquanto as empresas planeiam para 2022, devem também lembrar-se de se prepararem para um futuro ainda mais longo. À medida que a computação quântica cresce e apresenta riscos potenciais, como a capacidade de quebrar rapidamente algoritmos de encriptação e aceder a dados sensíveis, as empresas devem olhar para além das ameaças de curto prazo a 10, 15 e 20 anos no futuro.  

Preparação para a Governação de Dados: A Ascensão de Clouds de Indústria
À medida que as organizações se confrontam com a segurança e a regulação, 64% dos entrevistados C-Suite do mesmo estudo concordam que a conformidade regulamentar relacionada com a indústria é um obstáculo significativo. A adesão aos requisitos de conformidade e segurança é especialmente importante para os setores altamente regulamentados, como por exemplo, o setor público e os serviços financeiros.  À medida que estas indústrias se esforçam para satisfazer as exigências dos clientes e constituintes digitais, a adoção de clouds está a evoluir para clouds especializadas. As plataformas específicas do setor serão cada vez mais adotadas para ajudar a equilibrar a inovação com protocolos de conformidade rigorosos. Ao escolherem a plataforma certa – com controlos incorporados – poderão inovar ao ritmo da mudança, garantindo que não ficam para trás enquanto o seu setor coloca novos regulamentos ou modifica os existentes.  Embora ninguém saiba exatamente o que irá acontecer em 2022, podemos ter a certeza de que os últimos dois anos foram um ponto de viragem para a transformação digital. Em todo o mundo, as empresas estão a acelerar as suas jornadas de transformação digital, adotando novos modelos de negócio, movendo workloads para a cloud e digitalizando as suas operações. Esperamos plenamente que a cloud híbrida continue a desempenhar um papel fundamental na condução da inovação necessária para construir resiliência e abrir novas oportunidades às organizações no futuro.


Publicado em:

Opinião

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