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O que vai conduzir os projetos de data center em Portugal?

Publicado em 20 Março 2017 | 712 Visualizações

Quase 60% das empresas portuguesas preveem que as suas despesas com centros de dados aumentem nos próximos cinco anos, revela um novo estudo elaborado pela Schneider Electric e a IDC Portugal. A pesquisa debruça-se sobre os desafios da Transformação Digital e as principais tendências de evolução dos centros de dados em Portugal, contando com a participação de mais de 100 empresas.

Um dos indicadores mais interessantes contidos no relatório é que o tempo médio de resposta das organizações nacionais aos incidentes em centros de dados varia entre 15 minutos a 6 horas. Os problemas são vários: 47% estão relacionados com inatividade de falha nos sistemas, 40% com questões de latência, 36% com largura de banda insuficiente e 28% com erros humanos.

«A IoT e a Transformação Digital estão a colocar uma enorme pressão nas infraestruturas dos centros de dados, que hoje necessitam de ser rapidamente adaptadas às necessidades de computação», refere João Rodrigues, country manager da Schneider Electric. Segundo ele, questões como a latência e a segurança dos dados devem ser encaradas pelas organizações como pontos-chave na sua competitividade. «No mercado global em que vivemos, estes temas ganham cada vez maior relevância e levam-nos a discutir modelos alternativos, sendo que, a esse respeito, os micro data centers estão na linha da frente em termos eficácia de resposta». Este é, aliás, um segmento em que a empresa está a colaborar com a HPE, com uma solução conjunta que foi apresentada num evento recente da Gartner, em Las Vegas.

O ponto de partida do estudo é o cenário atual, em que os grandes centros de dados representam mais de 30% das instalações de fornecedores de serviços e até startups, quando em 2010 o peso era de apenas 10%. A IDC prevê que a situação continue a evoluir rapidamente: em 2020, os data centers vão ocupar 50% do espaço das empresas.

«As tecnologias de informação e os centros de dados estão no meio de uma mudança estrutural significativa, na qual os centros de dados se afirmam como a fonte de computação on demand, de capacidade de armazenamento e o maior repositório de dados», sublinha Gabriel Coimbra, diretor geral da IDC. O analista explica que o objetivo do estudo foi perceber quais as tendências em Portugal e até que ponto as organizações têm o conhecimento, capital e compromisso para construir e operar este tipo de centros de dados.

O facto é que a maioria das empresas questionadas, 60%, anteveem um aumento da procura por data centers nos próximos meses – e 20% acham que será um aumento significativo. A IDC identificou ainda algumas das tendências que irão ter impacto nas decisões durante os próximos anos: por exemplo, 40% das organizações vão enfrentar incompatibilidades nas instalações e obsolescência na infraestrutura em 2018, sendo que 8% dos novos centros de dados vão ser alimentados por energias verdes. Nesse mesmo ano, os fornecedores de serviços de cloud computing, mobilidade e IoT vão ser proprietários ou explorar cerca de 30% dos ativos de TI nas localizações periféricas e nos micro data centers.

A maioria das organizações nacionais acredita que os planos de expansão do seu datacenter vão ser fortemente condicionados pelas exigências de eficiência energética e pelo crescimento da procura de soluções de Big Data e analítica de negócio.

A consultora indica também que os fornecedores de infraestruturas hiper-escaláveis vão ampliar a computação e armazenamento a instalações regionais para endereçar receios sobre a soberania dos dados já este ano. Da mesma forma,  em 2018, 65% dos ativos de TI das organizações a nível mundial vão estar em co-localização ou em datacenters cloud computing; um terço das equipas de TI vão ser colaboradores de fornecedores de serviços.

O estudo pode ser consultado nesta hiperligação.


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