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O regulamento de proteção de dados passados 6 meses

Jorge Cunha, head of sales Iberia, iGrant.io

Publicado em 13 Novembro 2018 | 389 Visualizações

Depois de 25 de maio de 2018, as empresas trataram de fechar “portas” e permitir unicamente a total partilha de dados pessoais, ou, não partilhar nenhum dos dados pessoais. Embora as empresas, na sua maioria, não respeitem totalmente as premissas do próprio regulamento que indica que as pessoas deverão retirar o seu consentimento de forma tão fácil como o deram. O potencial de usar os dados pessoais do consumidor com a sua permissão é tão importante para eles (consumidores).

Na era da personalização de ofertas aos consumidores em alguns setores de atividade, como o segurador, o bancário  ou o retalhista, o regulamento de proteção de dados veio ajudar as empresas a criarem uma relação de confiança com os consumidores de forma a proteger e salvaguardar os seus legítimos interesses, não pondo em causa uma eventual relação comercial.

Sabemos que hoje em dia os produtos e serviços que criamos necessitam da inclusão dos dados dos consumidores para que as empresas tenham relevância na construção de valor para ambos, ou seja, se eu for a uma livraria, por exemplo em que sou cliente e pedir uma sugestão de leitura sobre ficção científica, será muito relevante para mim que não me recomendem livros que já li, neste momento quero ter a liberdade de dar o meu consentimento para usar o meu histórico de compras, assim como, as minhas preferências de leitura e no final retirar novamente se assim o entender.

Mas as pessoas estão um pouco de pé atrás, por causa dos últimos escândalos e manipulações exercidos pelas organizações, o estudo efetuado pela Boston Consulting Group em Março de 2018 com o título “leveraging GDPR to Become a Trusted Data Steward” , revela que cerca mais de 40 % a 67% dos utilizadores desconfia da utilização dos seus dados pessoais em Países como Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos da América, Itália e Alemanha. Outro estudo com o título “Global Consumer trust report de 2017”,  indica que os utilizadores valorizam em mais de 50% quando as Apps (aplicações para dispositivos móveis) têm a facilidade de limpar os seus dados pessoais, ou seja, as pessoas apreciam mais a partilha dos seus dados de forma anónima.

Para que os consumidores tenham mais confiança as empresas precisam de adotar tecnologia e práticas transparentes aos olhos do consumidor, para que possam usar os seus dados em concordância com a legislação e colocar o consumidor no centro da sua atenção, usando os dados pessoais para obter melhorias de produtos, serviços e preços personalizados para o consumidor, dado que a oferta de produtos e serviços terá de ser individualizada.

Embora tenhamos muita tecnologia, o ser humano, necessita de confiança, o que para nós humanos é essencial para haver um clima favorável aos negócios.

Soluções baseadas na gestão do consentimento em tempo real do consumidor irão ajudar as empresas na construção sólida da confiança entre consumidores e empresas, marcas e organizações.


Publicado em:

Opinião

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