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O sucesso da inovação tem receitas que já foram escritas

Publicado em 12 Abril 2019 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 251 Visualizações

Não há receitas mágicas para garantir o sucesso dos projetos de inovação nas empresas. Primeiro porque cada estratégia cria as suas próprias necessidades e depois porque cada organização tem o seu ritmo. Mas há coisas que ajudam. Não cair em erros grosseiros e que resultam de mau planeamento, ou numa visão pouco aprofundada do mercado e colocar o foco no que realmente interessa são boas pistas. Seis responsáveis de empresas TI partilham mais algumas:  

«O sucesso de um projeto de inovação bem sucedido passa, em primeira instância, pela forma como o diretor-geral o encara», defende Rogério Canhoto. Isso tem de ser encarado como uma prioridade e um elemento necessário para o sucesso da organização que o «diretor tem de apoiar, financiar e tirar as pedras do caminho».

«O dia a dia rapidamente se sobrepõe à construção de um futuro incerto. Para evitar que tal aconteça, a liderança tem de lhe dar [ao projeto de inovação] a força necessária para vingar», Rogério Canhoto, chief business officer da PHC

Para o CBO da PHC, também é importante estar consciente de que alcançar resultados significativos em inovação leva tempo e que as conquistas de curto prazo são incrementais, pelo que «é preciso uma construção diária e consistente para promover uma inovação disruptiva» e não esquecer que a inovação pode acontecer em qualquer área da empresa e, por isso mesmo, é fundamental envolver todos.


Hugo Marujo, administrador e fundador da IMBS sugere três passos-chave para gerir processos de inovação e três perguntas para as quais é preciso encontrar respostas em cada um deles. Primeiro: definir os objetivos e necessidades que o projeto vai ajudar a solucionar: que problema estou a tentar resolver?. Em segundo lugar: definir o método de avaliação de resultados para o projeto: qual o/os Indicador /es que vão medir o sucesso? e, finalmente, alinhar decision makers, influencers, equipa de projeto e definir responsabilidades e timings de execução e validação. A pergunta a que todos devem saber dar resposta nesta fase é: como se vai processar o roadmap estratégico e operacional do projeto?

«O ‘chapéu da transformação digital’ é demasiado abrangente e complexo para ser encarado de uma forma isolada. A necessidade da conjugação do nível de maturidade dos processos, informações e pessoas é decisiva para o sucesso global da inovação», Hugo Marujo, administrador e fundador da IMBS (à direita).

João Virott da Costa, managing Partner da Bright Partners sugere ainda que a cada novo trimestre a empresa avalie os projetos de inovação em curso e tome decisões com base em métricas concretas. Outro conselho deixado pelo responsável vai para a profissionalização da gestão dos projetos. «Comece por fazer um bom business case, que pode e deve começar por ser muito simplificado e que, passado um primeiro crivo, seja completado com informação rigorosa e que estabeleça relações causa-efeito do tipo: vamos vender X com a margem Y, porque vamos fazer/desenvolver estas N particularidades». Estes projetos devem ser entregues a gestores com a formação adequada nas metodologias que usar (ágeis, waterfall, híbridas), defende João Costa.

Enquanto o projeto é posto em marcha vale a pena ter em mente que as pessoas são a pedra de toque de qualquer organização. Alterar processos e sistemas de nada serve se estas não conseguirem usá-los e tirar melhor partido das novas ferramentas que das antigas. Motivar e envolver na mudança é imprescindível.  

Há mais dicas dos responsáveis que participaram neste trabalho nos artigos que completam este especial: Inovação: o caminho do sucesso tem falhas e mudanças de direção e Porque falham os projetos de inovação?



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Negócios

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