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Como transformar Pokémons em super-heróis

Luís Martins, Head of Marketing da IT People Innovation

Publicado em 20 Julho 2017 | 518 Visualizações

Luís Martins IT People Innovation

Há exatamente um ano, a app Pokémon GO começou a bater os cinco recordes do Guiness World of Records que agora detém. Durante este tempo e através da tecnologia de Realidade Aumentada, mais de 800 milhões de pessoas perseguiram bichos imaginários pelas ruas do globo e tivemos de tudo – desde engarrafamentos de cinco horas até a um aumento generalizado do exercício físico. Acho que é seguro afirmar hoje que este jogo mudou a nossa forma de viver em sociedade.

E quando pensávamos que a moda estava a desaparecer, eis que os jogadores começam a regressar ao jogo e lentamente a loucura reinstala-se. Com tudo o que de bom e de mau isto traz para a nossa vida social e profissional.

A má notícia é que vamos continuar a luta contra a procrastinação produtiva que estes bichinhos provocam nas equipas. Quantas vezes tivemos de motivar os nossos colaboradores a NÃO caçarem Pokémons no horário de trabalho? A evitarem viagens desnecessárias e por vezes perigosas de carro, enquanto jogam? Gerir Seres Humanos é mais difícil do que gerir Pokémons – sobretudo quando os primeiros se comportam como os segundos.

A boa notícia é que a tecnologia de Realidade Aumentada não serve apenas para este jogo. Pode ajudar todas as organizações e surgem cada vez mais oportunidades de potenciar talento e competências através dela. A questão é sempre – como o fazer? E é aí que nos apercebemos que a resposta tem pouco a ver com tecnologia:

1) Recrutamento – Através de Realidade Aumentada, podemos criar a simulação visual dum dia de trabalho na empresa, demonstrando o espaço onde o candidato pode trabalhar, a interação com os colegas e as várias virtudes da empresa e função a que ele se candidata.

A par disso, é possível colocar os testes de avaliação de conhecimentos diretamente nas experiências em Realidade Aumentada – por exemplo, hologramas de clientes ou colegas interagem diretamente com o candidato e colocam-no perante decisões, que devem ser tomadas num contexto visual que pode ser mais ou menos imersivo.

2.) Formação e certificação de competências – A par dos benefícios para o recrutamento, a Realidade Aumentada também pode influenciar a vida profissional dos funcionários em exercício na empresa. Formação técnica continuada, aquisição de competências de higiene e segurança no trabalho ou em recuperação de catástrofes são áreas que podemos “aumentar” nas empresas. Simulações de incêndios e outras catástrofes podem ser realizadas no próprio contexto do escritório – mas sem afetar o trabalho dos colaboradores que não participam delas. Nessa simulação, os espaços onde se encontram extintores podem ser destacados visualmente no espaço do próprio escritório, permitindo a cada colaborador saber mais rapidamente onde encontrar cada equipamento. Cada um deles pode inclusivamente apresentar ao colaborador um pequeno tutorial em Realidade Aumentada, onde o próprio objeto explica como funciona – ou seja, um tutorial que acontece diretamente sobre o objeto.

3) Trabalho flexível e colaborativo – mais e mais, a flexibilidade como política de trabalho numa organização adquire cada vez mais importância para cada trabalhador. Por isto, a Realidade Aumentada pode criar várias formas de dinamizar a gestão de RH. A oportunidade de trabalhar colaborativamente com vários colegas remotos, que consigo visualizar como hologramas, garante-me uma experiência de trabalho partilhado que emula um espaço também partilhado. Para além disso, a oportunidade de teletransportar especialistas à distância garante que haja uma disponibilidade rápida desse talento no momento e local em que ele é necessário – o que tem um impacto tremendo se estamos a falar de resolução de avarias em equipamentos fabris, que implicam linhas de produção paradas.

A questão está em conhecer o impacto de cada uma destas soluções de perto. Sem experimentarem cada uma destas novas formas de agir tecnologicamente sobre os RH, os gestores nunca conseguirão operacionalizar as mais-valias reais que esta tecnologia traz para a sua organização.

Daí, workshops práticos ou eventos maiores como o Business Transformation Summit da CEGOC, a ocorrer em outubro, serem instrumentais na demonstração destes novos superpoderes para os gestores e de como as organizações podem interpretar a Realidade Aumentada. Como diria o tio do Homem Aranha, «com grandes poderes vêm grandes responsabilidades». E neste caso, todo o gestor tem o potencial de transformar Pokémons em super-heróis à séria.


Publicado em:

Opinião

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