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Parceiros Microsoft portugueses com uma palavra a dizer na rede IAMCP

Publicado em 7 Dezembro 2015 | 363 Visualizações

 

A International Association of Microsoft Channel Partners (IAMCP) reune os melhores parceiros Microsoft a nível global e está presente em mais 40 países. Em Portugal a rede conta cm 40 parceiros inscritos e activos, empresariais e alguns individuais. O grupo português foi agora convidado a integrar o grupo de coordenação na região EMEA, onde se insere em termos geográficos e estratégicos.

 

Mas o que representa esta inclusão na equipa de gestão da EMEA? Que vantagens trará para os parceiros portuguesas em matéria de incremento de oportunidades de negócio? Sérgio Baptista, responsável da organização em Portugal, garantiu ao Ntech.news que esta inclusão no grupo de coordenação significa o acesso à definição das prioridades da associação na região. «Para nós é muito importante poder influenciar essas prioridades», sustenta o responsável. Sérgio Baptista dá o exemplo do défice de profissionais na área das TI na região EMEA como uma das áreas em que pretendem investir. «Pela nossa dimensão em Portugal não temos a capacidade de ser um player que escale em volume estas oportunidades, mas temos a oportunidade de posicionar o país como um destino qualitativamente superior a outras alternativas», admite o responsável.

 

Por outro lado, a interlocução com um nível executivo da Microsoft é muito frequente nesta posição. Em Dezembro Sérgio Baptista assinala a existência de uma reunião do EMEA Board em que participam executivos do Partner Group de Redmond e da região EMEA. Desta forma, o responsável acredita que estarão no centro de decisão e organização de iniciativas IAMCP como European Appcup, que organizam há dois anos e onde Portugal tem tido pouca representação de startups Portuguesas. «Queremos colocar as empresas Portuguesas nestas redes», sublinha o executivo.

 

O principal objectivo da IAMCP é apoiar o desenvolvimento do negócio dos seus

membros, através da criação de um conjunto de sinergias entre todos, tendo em vista o

crescimento destes, bem como do mercado das TI. Será correcto falar de um cluster» Sérgio Baptista diz que não. Segundo ele, a IAMCP acolhe parceiros de muitas tipologias distintas e nesse sentido são identificados vários clusters dentro da associação, nomeadamente o cluster dos parceiros de educação, o cluster dos parceiros de distribuição, o cluster dos parceiros de software empresarial (ERP e CRM), o cluster dos ISV, dos VAR, entre outras. «Queremos posicionar-nos essencialmente como uma plataforma que potencie o desenvolvimento de negócios entre parceiros, sejam eles exclusivamente locais ou de entre a rede global da IAMCP, e um interlocutor do canal junto da Microsoft para temas com impacto no desenvolvimento do negócio dos parceiros no longo prazo», esclarece o responsável.

No biénio em que se encontram, Sérgio Batista fala de consolidação da IAMCP em Portugal e afirmação das suas linhas estratégicas. Internacionalizar e dotar os parceiros Microsoft de competências em áreas não tecnológicas. Desta forma, um parceiro é por definição excelente na sua área de especialização, mas nem sempre detém competências na promoção dos seus produtos e serviços, no marketing ou na venda, na gestão financeira dos negócios.

«Procura-se assim, promover encontros em que estes temas são debatidos, normalmente com especialistas, ações de formação exclusivas para parceiros IAMCP e normalmente com oradores e conteúdos da própria Microsoft, ou selecionados de entre especialistas que façam parte da rede global. Temos organizado seminários sobre temas de internacionalização, oportunidades de financiamento, alinhamento das Universidades com o mundo empresarial. Promovemos também os encontros de networking a nível local mas também a nível Europeu. Procuramos também manter presença junto das instituições Europeias e Portuguesas», avança o responsável.

 

O responsável da IAMCP explica que o grupo produz um position paper sobre a dinamização do nearshore em Portugal que é entregue aos Ministérios da Economia e dos Negócios Estrangeiros, com sugestões de iniciativas e testemunhos de associados que em Portugal prestam serviços a empresas em todo o Mundo. Patrocinámos ainda iniciativas de divulgação do Horizonte 2020 e Portugal 2020 que abrem perspetivas aos associados. Nesse sentido, o responsável diz que têm sido desenvolvidas acções de divulgação de mercados como o seminário sobre Internacionalização para o Brasil ou os eventos Europeus que decorrem anualmente em Bruxelas e aos quais levamos cerca de 20 empresas que ali estabelecem relações com outros parceiros de mercados tradicionalmente mais desenvolvidos.

 

Sem dúvida. A par da rentabilidade, Sérgio Baptista diz que a internacionalização é o maior catalisador desta união. «Crescer é o desígnio estratégico dos nossos associados. Apoiar o seu crescimento é a missão da associação. O fato de constituirmos a nível global uma rede confiável de parceiros facilita bastante o acesso a mercados internacionais dos nossos associados que dentro da rede encontram distribuidores, clientes, parceiros de negócio», sustenta o mesmo responsável.

 

 

 

 

Resultados estudados

 

Segundo um estudo desenvolvido para a associação pela IDC, os parceiros IAMCP são em média 15% mais rentáveis que os não associados. A Microsoft estima que por cada euro

que vende, os parceiros acrescentam cerca de nove euros, sendo que a comunidade pode-se

estender até 4 000 empresas e a muitas dezenas de milhares de empregos tecnológico. O Estudo da IDC revela ainda que, a nível global, os parceiros IAMCP geram entre si 10 mil

milhões de dólares em negócios P2P (Partner to Partner) e que as empresas no

ecossistema que são partner- friendly crescem 20% acima das restantes.

              


Publicado em:

Negócios

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