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Portugal pode perder 1,1 milhões de empregos com a automação…e ganhar outros tantos

Publicado em 17 Janeiro 2019 | 537 Visualizações

A digitalização e automação de serviços e tarefas podem ter um impacto negativo na economia portuguesa, materializado na perda de 1,1 milhões de postos de trabalho.

Metade do tempo hoje gasto em Portugal a trabalhar podia ser poupado, automatizando tarefas repetitivas e de baixo valor acrescentado com recurso a soluções tecnológicas já disponíveis. Em 2030 a taxa aumentará para 67%.  

As contas são do Mckinsey Global Institute e da Nova School of Business and Economics e fazem parte do estudo Automação e o Futuro do Trabalho em Portugal, encomendado pela CIP (Confederação Empresarial de Portugal), onde são traçados vários cenários para a evolução do mercado de emprego no país até 2030.

O cenário que antecipa a perda de 1,1 milhões de postos de trabalho, como consequência da automação de tarefas, é conservador e pressupõe que apenas um quarto das tarefas que podem ser automatizadas realmente o serão.

Os sectores que mais perdem e os que mais ganham

Neste quadro, a indústria transformadora e o comércio serão os sectores mais afetados, por serem aqueles onde mais predominam tarefas repetitivas e com elevado potencial para automatizar.

O estudo alerta para a necessidade de fazer uma aposta forte na reconversão das competências de quem está hoje no mercado de trabalho, a fim de poder tirar partido das oportunidades que a pesquisa também identificou.

Antecipa-se que a digitalização dos negócios contribuirá para gerar entre 600 mil e 1,1 milhões de novos postos de trabalho no país. Os sectores que concentram maior potencial para gerar emprego graças à automação são a saúde, ciência, profissões de caráter técnico, assistência social e construção.

Para aproveitar novas oportunidades de emprego ou adequar competências à evolução dos empregos que já existem hoje e que se manterão em 2030, a pesquisa estima que 1,8 milhões de portugueses terão de apostar em formação ou mudar de emprego nos próximos 20 anos.   

O estudo analisou duas mil tarefas, 18 competências básicas para o desempenho de qualquer função e 800 ocupações.


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