Portugal tem condições únicas para acolher data centers, defende estudo
«Portugal tem uma localização inigualável para data centres que se comprometem com as melhores práticas em regras de proteção de dados e é um dos países mais estáveis, abertos e favoráveis para negócios na União Europeia em termos de inovação, digitalização e conhecimento técnico».
A conclusão consta do estudo Embracing the Challenges of Digital Transformation das sociedades de advogados Akin Gump Strauss Hauer & Feld e PLMJ, a primeira dos Estados Unidos e a segunda portuguesa, que descreve Portugal como um hub acolhedor para grandes empresas internacionais de tecnologia e hyperscalers.
Portugal é visto como um país bem posicionado para acompanhar a transformação digital e para se posicionar como um dos pioneiros europeus em inovação tecnológica, sendo por isso considerado um mercado «altamente desejável para estabelecer e operar um data centre».
Sobre Portugal destaca-se também o facto de ser local de amarração de um número cada vez maior de cabos submarinos de fibra, assumindo-se como ponto de ligação privilegiado entre a Europa e os continentes americano e africano, ou o facto de estar a planear alocar 22% das subvenções e empréstimos recebidos na sequência da pandemia, a medidas de apoio à transição digital.
No que se refere ao ambiente legal, um aspeto apreciado nesta análise, como fator positivo, é Portugal ter decidido não promulgar nenhuma lei adicional para proibir a transferência de dados para fora do seu território, ou que restrinja o seu tratamento, numa altura em que o tema da soberania dos dados está cada vez mais em debate. «Do mesmo modo, Portugal não impõe quaisquer restrições adicionais à utilização de cookies e emarketing para além das estabelecidas a nível da UE ao abrigo da Diretiva e-Privacy», nota-se ainda.
A par disto, considera-se que o país adere às melhores práticas em proteção de dados e cibersegurança e alinha o seu quadro de cibersegurança com padrões e certificações internacionais líderes da indústria.
A gestão de dados digitais entrou ainda mais na ordem do dia com a pandemia e o crescimento acelerado do tráfego global de Internet, que só em 2020 cresceu 40%. Numa análise mais alargada, dados da Statista mostram que a quantidade de dados digitais gerados, em trânsito e guardados vai aumentar de 2 zettabytes em 2010, para mais de 180 zettabytes em 2025.
Em Sines está a nascer um mega investimento na área dos centros de dados, promovido pela Start Campus,que comissionou estes estudo. O campus de data center de 495 MW que já está a ser construído em Sines vai ocupar nove edifícios e deve estar concluído em 2027.
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