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Portugal tem condições únicas para acolher data centers, defende estudo

Publicado em 7 Julho 2022 | 639 Visualizações

«Portugal tem uma localização inigualável para data centres que se comprometem com as melhores práticas em regras de proteção de dados e é um dos países mais estáveis, abertos e favoráveis para negócios na União Europeia em termos de inovação, digitalização e conhecimento técnico». 

A conclusão consta do estudo Embracing the Challenges of Digital Transformation das sociedades de advogados Akin Gump Strauss Hauer & Feld e PLMJ, a primeira dos Estados Unidos e a segunda portuguesa, que descreve Portugal como um hub acolhedor para grandes empresas internacionais de tecnologia e hyperscalers. 

Portugal é visto como um país bem posicionado para acompanhar a transformação digital e para se posicionar como um dos pioneiros europeus em inovação tecnológica, sendo por isso considerado um mercado «altamente desejável para estabelecer e operar um data centre». 

Sobre Portugal destaca-se também o facto de ser local de amarração de um número cada vez maior de cabos submarinos de fibra, assumindo-se como ponto de ligação privilegiado entre a Europa e os continentes americano e africano, ou o facto de estar a planear alocar 22% das subvenções e empréstimos recebidos na sequência da pandemia, a medidas de apoio à transição digital. 

No que se refere ao ambiente legal, um aspeto apreciado nesta análise, como fator positivo,  é Portugal ter decidido não promulgar nenhuma lei adicional para proibir a transferência de dados para fora do seu território, ou que restrinja o seu tratamento, numa altura em que o tema da soberania dos dados está cada vez mais em debate. «Do mesmo modo, Portugal não impõe quaisquer restrições adicionais à utilização de cookies e emarketing para além das estabelecidas a nível da UE ao abrigo da Diretiva e-Privacy», nota-se ainda. 

A par disto, considera-se que o país adere às melhores práticas em proteção de dados e cibersegurança e alinha o seu quadro de cibersegurança com padrões e certificações internacionais líderes da indústria. 

A gestão de dados digitais entrou ainda mais na ordem do dia com a pandemia e o crescimento acelerado do tráfego global de Internet, que só em 2020 cresceu 40%. Numa análise mais alargada, dados da Statista mostram que a quantidade de dados digitais gerados, em trânsito e guardados vai aumentar de 2 zettabytes em 2010, para mais de 180 zettabytes em 2025. 

Em Sines está a nascer um mega investimento na área dos centros de dados, promovido pela Start Campus,que comissionou estes estudo. O campus de data center de 495 MW que já está a ser construído em Sines vai ocupar nove edifícios e deve estar concluído em 2027.


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