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Possibilidade de uma ciberguerra preocupa 62% das empresas em Portugal 

Publicado em 31 Janeiro 2023 | 1022 Visualizações

Segurança informática Kaspersky

Um estudo da empresa de segurança Armis, onde se antecipa um cenário de ciberguerra a afetar Portugal, revela que 38% das empresas em Portugal ainda não estão a levar uma ameaça deste tipo a sério, mesmo na presença de eventos como a escalada do conflito na Ucrânia, e que 37% não estão preparadas para lidar com um evento destes.

Em ambos os números, os valores apurados para Portugal são superiores aos da média europeia, denotando algum otimismo extra dos gestores portugueses. Por exemplo, apenas um quarto dos gestores consultados a nível global acreditam que as suas empresas estão preparadas para os efeitos de uma ciberguerra. Em Portugal essa convicção está 12 pontos percentuais acima, ainda que quase metade das empresas portuguesas (41%) só aloquem 5 e 10% do seu orçamento de TI à cibersegurança, segundo a mesma fonte.

O estudo da empresa de visibilidade e segurança de ativos também revela, no entanto, que 62% das organizações em Portugal estão preocupadas com o tema e com o impacto de uma possível ciberguerra na sua empresa. A maior parte dos inquiridos, 78%, consideram provável um aumento do orçamento para cibersegurança e 31% admitem que as ameaças nas suas redes têm vindo a aumentar. 

Os dados mostram ainda que as empresas em Portugal continuam a seguir os seus planos de transformação digital. Só 35% dos profissionais de informática em Portugal afirmam que a sua organização parou temporariamente ou abandonou estes projetos, devido aos acontecimentos recentes, um número significativamente inferior à média europeia (50%) e global (55%). 

As ferramentas ou serviços onde o investimento em cibersegurança mais aumentou nos últimos seis meses foram: Configuration Management Database (46%); gestão de acesso (45%) e de vulnerabilidade (41%). As práticas mais implementadas visam o backup de dados (65%), utilização de firewall e software anti-malware (64%), e dados encriptados (57%). Os temas de cibersegurança mais prioritários para os profissionais de TI portugueses são a proteção de dados (78%), a deteção de intrusão (55%) e a gestão de identidade e de acesso (52%).

“A ciberguerra clandestina está a tornar-se rapidamente uma coisa do passado. Atualmente, já assistimos a ciberataques descarados dos Estados-nação, muitas vezes com a intenção de recolher informações, interromper as operações ou destruir completamente os dados”,  defende Nadir Izrael, CTO e Co-fundador da Armis. “Com base nestas tendências, todas as organizações devem considerar-se possíveis alvos de ataques de ciberguerra e proteger os seus ativos em conformidade”, acrescenta o responsável.

O relatório Estado da Ciberguerra e Tendências da Armis: 2022-2023 resulta da auscultação de mais de 6 mil profissionais de TI, de diferentes setores, em 14 países.  


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