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Projeto europeu prepara mecanismo de defesa para emergências informáticas

Publicado em 3 Novembro 2017 | 816 Visualizações

Há uma iniciativa europeia a ser criada para ajudar à preparação dos centros públicos de resposta a emergências informáticas – Computer Emergency Response Team – CERT, denominada Protective e integrada no programa Horizonte 2020. Entre as empresas que integram o consórcio estão a GMV, a Synyo e a AIT, entre outras instituições.

O objetivo é conseguir uma gestão pró-ativa de risco e a melhoria da consciência dos ciberriscos, preparando os CERT públicos para lidar com ciberataques, surtos de malware e outros problemas de segurança. Também disporão de recursos para desenvolver procedimentos de prevenção e resposta. A intenção é que o Protective forneça ainda ferramentas para as pequenas e médias empresas, que não têm muitos recursos para investir em proteção.

No caso dos CERT, o problema é que as necessidades de proteção dos sistemas não são cobertas pela oferta comercial presente no mercado, segundo a European Network and Information Security Agency (ENISA).

O foco está a ser colocado em duas linhas de atuação: primeiro, trabalhar com as equipas de resposta a incidentes de segurança informática (CSIRT ou CERT) através de uma melhor monitorização de segurança e de maior intercâmbio de inteligência de ciberameaças entre organizações. Segundo, classificar os alertas críticos em função do potencial dano que os ataques possam causar aos ativos ameaçados e, por conseguinte, ao negócio das organizações.

A contribuição da GMV para o projeto centra-se na definição e desenvolvimento dos modelos de correlação de alertas, e dos módulos de partilha da análise inteligente das ameaças para a comunidade de Redes Nacionais de Investigação e Educação (NREN) e CERT. É ainda responsável pela integração e teste dos diferentes módulos do Protective.

«Com a transformação digital, prevê-se que os atuais ciberataques sobre as infraestruturas críticas sejam replicados com esta nova geração de meios de produção», sublinha José María Legido, diretor do gabinete da GMV Região Noroeste. «A Indústria 4.0 fará uso intensivo do software para controlar sensores, robôs e uma ampla variedade de sistemas ciberfísicos, tornando a integridade desse software de controlo absolutamente crítica para garantir a viabilidade deste tipo de indústria em empresas que giram em torno dela», complementa este responsável.

 


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