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Ransomware: tentativas de ataque de aumentaram 13% em Portugal este ano

Publicado em 2 Maio 2022 | 297 Visualizações

O número de tentativas de ataques de ransomware em Portugal aumentou 13% desde o início do ano, face ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados apurados pela Check Point Research. Ou seja, uma em cada 52 empresas foram afetadas por semana, quando em 2021 a relação era de uma para 59. O número é pior que a média europeia, de uma em cada 68 empresas, embora na Europa o número de tentativas semanais de ataques tenha crescido mais que em Portugal (16%). 

A informação apurada também conclui que as vítimas deste tipo de ataques varia entre 0,7 e 5% da receita anual das vítimas e que os os custos efetivos de reparação de um ataque de ransomware para a vítima são sete vezes superiores ao resgate pago aos cibercriminosos. Nestes custos incluem-se aqueles que se associam à resposta e restauro dos sistemas afetados, taxas legais e custos de monitorização. 

«O resgate pago, que é o número com o qual a maioria das investigações lidam, não é o número mais importante do ecossistema do ransomware. Tanto os cibercriminosos como as vítimas têm muitos outros aspetos financeiros e considerações que envolvem o ataque», destaca Sergey Shykevich, Threat Intelligence Group Manager da Check Point Software. 

Este ano, a duração média de um ataque deste tipo passou de 15 para nove dias, revela também o estudo. 

Os dados resultam de uma análise feita pela empresa de segurança a números apurados pelo grupo Conti, um coletivo conhecido por fazer este tipo de ataques, e de outros dados relacionados com ataques de ransomware reportados. 

A partir desta informação a empresa conseguiu também apurar que os grupos de ransomware têm regras bem definidas para o sucesso da negociação, onde se incluem uma estimativa exata da situação financeira da vítima, da qualidade dos dados roubados, a reputação do próprio grupo, a existência de insegurança ou a abordagem a interesses dos negociantes da vítima.

«É extraordinária a forma como os cibercriminosos são sistemáticos na definição de um número de resgate e na negociação. Nada é casual e tudo é definido e planeado de acordo com os fatores que descrevemos», destaca o responsável. 


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