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Receitas da IBM caem

Publicado em 19 Abril 2017 | 614 Visualizações

Apesar de todos os esforços de Ginni Rometty, a IBM não consegue regressar ao crescimento. A Big Blue registou o 20º trimestre consecutivo com quebra nas receitas nos primeiros três meses do ano, desta vez uma derrapagem de 2,8% para 18,16 mil milhões de dólares. Os lucros caíram 13% para 1,8 mil milhões de dólares.

Os resultados desapontaram os analistas e estão hoje a pressionar as ações da empresa. Ainda assim, os segmentos que Rometty designou como «imperativos estratégicos» – serviços cloud, software de segurança e analítica – cresceram 12% para 7,8 mil milhões. Estas áreas também aumentaram o seu peso relativo nas receitas globais, representando agora 42%.

«No primeiro trimestre, tanto a IBM Cloud como as nossas soluções cognitivas voltaram a crescer fortemente, o que alimentou um desempenho robusto dos nossos imperativos estratégicos», declarou a CEO, Ginni Rometty. Adicionalmente, a responsável garante que a IBM está empenhada em «desenvolver e a trazer para o mercado tecnologias emergentes, tais como blockchain e quantum, revolucionando a forma como as empresas irão abordar problemas de negócio complexos nos próximos anos».

No caso da nuvem, o aumento foi significativo: este segmento atingiu os 3,5 mil milhões de euros, o que representa um salto de 33% em relação ao mesmo período do ano passado. As soluções cognitivas geraram 4,1 mil milhões, uma subida modesta de 2,1% que foi liderada pelas ofertas em analítica e segurança (incluindo ofertas Watson). A área de analítica em si subiu 6% e as receitas do segmento móvel deram um salto de 20%. Já a segurança cresceu 9%.

O problema, como é fácil de adivinhar, é a redução da procura das soluções tradicionais da IBM. O segmento mais afetado foi o de Sistemas, o que inclui hardware e sistemas operativos, com uma quebra de 16,8% para 1,4 mil milhões. A divisão de serviços de tecnologia e plataformas na nuvem, o que inclui serviços de infraestrutura, software de integração e suporte técnico, assistiu a uma redução de 2,5%, para 8,2 mil milhões. A unidade de consultoria também não escapou: menos 3%.

«Continuámos a fazer investimentos no primeiro trimestre para expandir a nossa plataforma cognitiva e de nuvem, e aumentámos os gastos com Investigação e Desenvolvimento», notou o diretor financeiro, Martin Schroeter.

A IBM sabe a direção que quer tomar, mas a pressão dos investidores por um regresso aos ganhos é cada vez maior. Até esta apresentação de resultados, os títulos da gigante tinham valorizado cerca de 2,5% desde o início do ano. Hoje, estão a cair mais de 5% em reação aos números abaixo do esperado.


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Negócios

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