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Reconhecimento facial vai chegar rapidamente aos smartphones mais baratos

Publicado em 13 Fevereiro 2018 por Ana Rita Guerra | 270 Visualizações

O sucesso do iPhone X, que a Apple introduziu no final de 2017 com FaceID, vai ditar uma das maiores tendências do mercado móvel este ano: smartphones com reconhecimento facial. Segundo os últimos dados da Counterpoint Research, o número de modelos disponíveis com esta funcionalidade dará um salto de 5% em 2017 para 23% em 2018, e a tendência é de crescimento exponencial nos anos seguintes. Em 2020, serão a maioria: a Counterpoint calcula que haverá nesse ano mil milhões de smartphones em circulação com reconhecimento facial, ou 63% do total do mercado.

A Apple e a Samsung vão liderar a corrida nesta tecnologia, seguidas pelas grandes fabricantes chinesas, Oppo, vivo, Xiaomi, OnePlus e Huawei. Os analistas preveem que esta funcionalidade vai chegar mais rapidamente aos modelos de gamas mais baixas que outras inovações anteriores.

Quando a Apple lançou o leitor de impressão digital TouchID em 2013 a concorrência seguiu-lhe o exemplo, nota a Counterpoint. O impacto foi tão forte que sistemas de segurança com base na impressão digital são agora standard até nos smartphones mais baratos. A consultora considera «inevitável» que o mesmo aconteça com o FaceID e tecnologias similares.

A diferença, neste momento, é que o FaceID gera um mapa 3D da cara do utilizador, através de vários sensores. Pelo contrário, concorrentes como a Samsung usam reconhecimento 2D aliado a um scanner de íris e o OnePlus usa apenas 2D. «Daqui para a frente, acreditamos que mais fabricantes irão optar por reconhecimento facial escolhendo entre 2D e 3D com base no seu posicionamento de preço», refere o analista sénior Pavel Naiya.

«A difusão de tecnologia de reconhecimento facial nas gamas de preços baixas será mais rápida que a de outras funcionalidades importantes, visto que o reconhecimento facial 2D é nativo na plataforma Android», acrescenta Naiya.

No entanto, o especialista indica que a maioria irá usar reconhecimento 3D em 2020. «Os dados recolhidos de múltiplos sensores 3D vão suportar tecnologias emergentes como realidade aumentada, realidade virtual e inteligência artificial, alargando os seus casos de utilização.»

Esta evolução também terá efeitos colaterais interessantes, tais como uma nova era de parcerias entre fabricantes de smartphones e fabricantes de chips, por causa dos sensores. Em particular, os fabricantes de chips vão subir no ecossistema de componentes, adicionando funcionalidades de machine learning, processamento de dados e sensores para diferenciarem os smartphones.

O diretor de pesquisa Peter Richardson frisa que há situações em que o FaceID não é a solução mais cómoda, por exemplo quando se quer desbloquear o telefone enquanto se caminha por ruas cheias de gente. No entanto, é uma solução que oferece maior segurança em aplicações críticas, como pagamentos móveis.


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Mobilidade

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