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Resultados da Software AG refletem aumento dos investimentos

Publicado em 24 Abril 2017 por Ana Rita Guerra | 1101 Visualizações

Os resultados financeiros da segunda maior fabricante de software empresarial alemã depois da SAP mostram quebras ao nível das vendas e dos lucros, mas também sinais positivos. A Software AG reportou receitas de 205,9 milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa um recuo de 3%, e lucros operacionais de 56,3 milhões, uma queda de 5%. No entanto, o mercado esperava tombos maiores, levando a um desempenho melhor que o temido pelos analistas. As quebras deveram-se a um recuo significativo do negócio de bases de dados e ao aumento dos investimentos em I&D, vendas e marketing.

A indústria 4.0 e a Internet das Coisas impulsionaram a maior linha de negócio da empresa, Digital Business Platform, que pela primeira vez ultrapassou o marco de 100 milhões de euros num só trimestre. As boas notícias foram registadas ao nível das receitas provenientes de licenças, que deram um salto de 18%, e das receitas de produtos, que subiram 12%. A subida deveu-se sobretudo ao mercado norte-americano, a que a Software AG chama de «mercado early adopter», e vários projetos de indústria 4.0 na Alemanha. O negócio de consultoria também subiu 9%, algo que a Software AG vê como prova de sucesso na sua transformação num parceiro estratégico na transformação digital.

«O sucesso da Digital Business Platform no primeiro trimestre valida o nosso foco estratégico em crescimento lucrativo», afirmou Karl-Heinz Streibich, CEO da Software AG. «Entrámos neste ano da mesma forma como encerrámos o último: com forte momento. A tendência positiva também é evidência de que as empresas reconhecem a importância de investir em tecnologias líderes de Internet das Coisas e indústria 4.0.»

No final do trimestre, a Software AG comprou a especialista em IoT industrial Cumulocity, cuja plataforma na nuvem integra aplicações de TI e dispositivos físicos.

O grande problema foi a quebra de 24% no negócio de bases de dados Adabas & Natural, que a tecnológica explica pela comparação difícil ao «extraordinariamente forte» primeiro trimestre do ano passado. O principal motivo foi um desenvolvimento de vendas de licenças muito mais fraco, o que se deve também a sazonalidade. A Software AG diz manter-se confiante nas perspetivas desta unidade para o ano completo, para a qual prevê um recuo de «apenas» 2% a 6%.

«A transformação digital tornou-se na máxima de todas as indústrias e, internacionalmente, estamos a assumir um papel pioneiro no impulso à digitalização através de parcerias estratégicas de co-inovação com líderes de mercado como a Bosch, Dürr, Dell, Huawei e outros», sublinhou o CEO.


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Negócios

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