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Ritmo atual vai comprometer objetivos digitais da Europa numa década

Publicado em 26 Outubro 2022 | 322 Visualizações

OutSystems

Se acelerar a adoção digital, até 2030 a economia europeia conseguirá desbloquear 2,8 biliões de euros em valor acrescentado bruto, tanto quanto valem os bens e serviços produzidos na economia da região e o correspondente a 21% da economia atual da UE. Se a adoção digital se mantiver ao ritmo atual, a região só concretizará 45% do potencial de valor acrescentado associado à digitalização e estará a pôr em causa o cumprimento integral das metas traçadas. Sem mudanças de ritmo, só será possível atingir os objetivos digitais europeus na totalidade em 2040. 

Os 2,8 biliões de euros em VAB, estimados pela pesquisa, contemplam 1,3 biliões de euros que a UE já está em vias de atingir, mais 1,5 biliões de euros, se o progresso digital for acelerado. Para que tal seja possível é necessário continuar no bom caminho em algumas áreas e afinar a trajetória noutras, referem as conclusões do estudo Unlocking Europe’s Digital Potential, patrocinado pela Amazon Web Services.

A pesquisa explorou o papel que a tecnologia cloud pode desempenhar no desbloqueio das ambições digitais da União Europeia para concluir que estamos no bom caminho, em relação ao ritmo de surgimento de novos unicórnios na região. Acontece o mesmo no que se refere à meta de digitalização de 100% dos serviços públicos essenciais. 

Já noutros domínios é preciso multiplicar esforços para não comprometer metas. Acelerar a adoção de cloud, a utilização de Inteligência Artificial e de big data em 10%, por exemplo, acrescentaria 370 mil milhões de euros em VAB à economia da UE, garantem estas contas

O estudo refere ainda o impacto da escassez de competências digitais na região, sublinhando que está a impedir o desenvolvimento de mais empresas digitalmente avançadas e que abrandou o crescimento de 40% das empresas, ao mesmo tempo que aumentou os custos em 33% e desacelerou o desenvolvimento de novas tecnologias em 35%. 

Sublinha também o peso das metas de sustentabilidade nos objetivos europeus e a convicção de muitas empresas, sobretudo as PME, de que não têm as ferramentas necessárias para responder ao desafio. Segundo o estudo, 89% das empresas europeias concordam que a sustentabilidade manter-se-á ou crescerá como fator de peso nas decisões das empresas, mas 44%, particularmente PME, não estão confiantes de que dispõem de ferramentas digitais adequadas para monitorizar e melhorar a sustentabilidade.

O estudo foi realizado pela Public First e recolheu informações de mais de 6.500 consumidores e 7. 000 empresas europeias. Revela ainda que multiplicar esforços para a digitalização da economia global, permitiria o seu crescimento em 20%, 8,5 vezes a taxa de crescimento do sector tecnológico da UE.


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