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Robot que ensina crianças a programar vence concurso de startups na Web Summit

Publicado em 10 Novembro 2016 | 614 Visualizações

O grande vencedor da competição de startups que atravessou os três dias da Web Summit foi a empresa dinamarquesa que trouxe a Lisboa o Kubo Robot.

O pequeno robot foi desenhado para ensinar conceitos básicos de programação às crianças nos primeiros anos de escola. Funciona em combinação com cartões que o robot lê, através de radiofrequência, enquanto se move.

O desafio que se coloca aos miúdos é o de entender as possibilidades de movimento do robot e definir percursos/tarefas para que o Kubo as faça sozinho. Um vídeo publicado pela startup em 2015 mostra o robot em ação, embora numa fase mais inicial do projeto, com um design mais simples.

No pitch que fez horas antes de saber que venceria o concurso de startups da primeira edição da Web Summit na capital portuguesa, o fundador da empresa explicou que o projeto nasceu com o intuito de ajudar a preparar as gerações mais novas para um futuro onde as competências digitais serão indispensáveis.

E recordou um dado que já tinha sido apresentado durante o evento: em 2034 47% dos trabalhos que conhecemos hoje terão desaparecido.

Dar ferramentas às crianças para no futuro enfrentarem este tipo de desafio é por isso fundamental, defendeu Tommy Otzen durante a sua apresentação de quatro minutos, para uma plateia com alguns milhares de pessoas e três potenciais investidores.

Também explicou que o Kubo se diferencia de outros robots para crianças por exigir interatividade e decisões dos mais novos, elementos fundamentais para apreender a informação que se pretende, explicou.

Com a distinção na Web Summit a startup dinamarquesa leva para casa um prémio de 100 mil euros, atribuído pela Portugal Ventures, uma verba que provavelmente será usada para concretizar os próximos passos do roadmap definido pela empresa e explicado no pitch.

Os promotores do Kubo estão a finalizar duas versões do produto. Uma para escolas, que inclui várias unidades e que pode ser comprada na versão básica ou com atividades extra, com preços a rondar os 2 mil euros.

Também está prevista uma versão para o utilizador final e a estratégia definida para o lançamento passa por uma campanha de crowdfunding no Indiegogo, que deve acontecer durante o próximo ano.

Chegaram à reta final do concurso de startups da conferência mais dois projetos. O Papayapods, que é uma plataforma para gerir tarefas relacionadas com o aluguer de casas, ligando senhorio e arrendatário e o Soiltron, uma tecnologia para produzir eletricidade a partir do solo.


Publicado em:

Startups

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