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“Queremos ser um grupo de forte contributo para o valor acrescentado do ecossistema económico digital”

Publicado em 4 Março 2020 por Nteh.news - Luísa Dâmaso | 703 Visualizações

Há 28 anos a ditar as regras no mercado de ensino e formação em tecnologias de informação, a Rumos cimentou uma posição incontestável no mercado profissional especializado de TIC, e naturalmente começou a aproveitar os recursos que formava para desenvolver novas áreas de negócio ao nível da consultadoria e dos serviços. Rui Correia, presidente e CEO da Rumos Capital, explica como se vence num mercado dinâmico como é o das tecnologias de informação e revela os segredos por trás de uma gestão sempre disposta a arriscar e a vencer os emergentes desafios gerados no ecossistema económico digital.

Ntech.news – Que balanço fazem destes 28 anos?

Rui Correia – Decorridos 28 anos, podemos concluir que o denominador comum, desde a fundação até à expansão da empresa Rumos tem sido as Pessoas. Foi uma empresa criada para desenvolver competências, tendo investido fortemente numa oferta e num conjunto de empresas de Formação Profissional, mas também na Educação, através de Escolas Profissionais, de norte a sul do país, encetando o ciclo de capacitação e promoção de competências de Pessoas, futuros profissionais, enquadrada no ensino secundário oficial. Dado o valioso know-how existente na casa, a Rumos expandiu ainda à área da consultoria, sendo atualmente a área mais representativa do grupo em termos de volume de negócios. O balanço destes últimos 28 anos é positivo e para o futuro é manter o foco, alicerçado em crescimento de forma consolidada e continuarmos a ser capazes de inovar e de nos adaptarmos aos desafios do mercado, e do mundo também.

Quantos alunos passaram pelas vossas salas ao longo destes 28 anos? Quantos cursos?

R.C. – Anualmente, mais de 4.000 formandos escolhem a Rumos para desenvolver as suas competências em tecnologias de informação, e ciências emergentes da economia digital, quer seja presencialmente, ou através de formação à distância, via Live Training ou E-learning. Contamos com uma oferta formativa muito completa, com mais de 600 cursos em calendário nas várias áreas das TI: mais de 15.000 horas são ministradas, por ano, pela Rumos. Contamos ainda com um Centro de Exames em cada centro de formação, Lisboa e Porto, por onde passam mais de 3500 pessoas, por ano, para se certificarem tecnicamente.

“Ao nível da holding, o volume total consolidado de 42 milhões de euros é representado 40% pela área da Consultoria, seguida, da Educação com 32%, e da Formação, com 28%.”

Falar de formação em tecnologias e hoje em serviços/consultoria de TI não faz sentido sem mencionar a Rumos. De que forma cimentaram esta notoriedade?

R.C. – Em termos da formação foi uma identidade que se desenvolveu de forma orgânica. Alguns dos primeiros formadores da Rumos eram alunos finalistas do Instituto Superior Técnico, que colaboravam com a Rumos, na época, localizada nas imediações da universidade. Ou seja, no meio académico da cidade de Lisboa, a formação em TI tinha, já na época, uma associação direta à Rumos. Outro factor, e que será o principal motor desta mesma identidade cimentada, são as parcerias da Rumos, a notoriedade das mesmas e dos seus formadores. Em relação à consultoria, foi uma área que se desenvolveu integrada numa marca diretamente associada à formação e num grupo de empresas inicialmente mais dedicadas às áreas do ensino e da formação. Logo, o desafio de uma identidade mais ligada à consultoria tem sido mais exigente, no entanto, não impeditiva do forte crescimento e consolidação desta área.

Neste momento Rumos Serviços já ultrapassaram a Rumos Formação em matéria de faturação?

R.C. – A área da Consultoria e o potencial de mercado que a mesma representa tem-se destacado naturalmente nos resultados da Rumos Serviços. Ao nível da holding, o volume total consolidado de 42 milhões de euros é representado 40% pela área da Consultoria, seguida, da Educação com 32%, e da Formação, com 28%.

Hoje em dia, o que vos desafia verdadeiramente no mercado nacional nestas frentes?

R.C. – Na área da formação, o desafio passa por acompanhar a exigente evolução do próprio mercado das TI, por forma a estarmos aptos a entregar formação nas áreas emergentes. Num mundo em constante mudança, assegurar a atualidade, quer dos conteúdos, quer das metodologias é uma questão fundamental na área da formação em tecnologias da informação. A atualidade dos conteúdos e das metodologias chega-nos de diversas formas: por um lado, consequência das parcerias estabelecidas com os principais players do mercado das TI, os quais desenvolvem os cursos, metodologias e certificações que a Rumos disponibiliza e que são uniformes em todo o mundo; por outro lado, toda a equipa está sensibilizada às inovações, tendências de mercado e tecnologias emergentes para proactivamente propor o desenvolvimento de formação nestas áreas. A nível da Consultoria, os desafios passam igualmente pela necessidade de manter as competências das equipas constantemente atualizadas, afiliar e sobretudo reter colaboradores. A capacidade de atrair, desenvolver e reter colaboradores tem-se transformado numa verdadeira “arte”.

“Apenas as empresas mais bem preparadas se tornarão mais competitivas e no limite sobreviverão.”

Há, entre os novos desafios que queiram perseguir, projectos além-fronteiras?

R.C. – Estamos, sempre que a disponibilidade da nossa equipa nos permite, disponíveis para desenvolver projetos internacionais e temo-lo feito em diversas áreas e um pouco por todo o mundo, desde a formação à consultoria. A prestação deste tipo de serviços, com recurso à tecnologia hoje disponível, é também feita remotamente.

Como encaram o futuro e quais as vossas maiores ambições para cada uma das áreas de atuação / sub-holdings?

R.C. – Queremos ser um grupo de forte contributo para o valor acrescentado do ecossistema económico digital em rápida implementação em todo o mundo. O Foco na partilha e disseminação do conhecimento, experiências e saberes por, e entre, todos os agentes ativos nestes mercados em transformação, é representado pelo claim do grupo, Rumos – Knowledge Sharing. Pretendemos ser um pivot da partilha do conhecimento, passando pelas escolas e pelos centros de formação, mas particularmente ser veículo na criação de valor empresarial, potenciando essa partilha dentro das empresas com quem desenvolvemos projetos, robustecendo a sua própria partilha de conhecimento, através de soluções colaborativas, seguras e eficientes. A atual estruturação da oferta da Rumos Serviços pretende responder a estas e outras áreas de atuação através dos seguintes serviços: Modern Workplace & Apps; Digital Business Automation; Data Analytics & AI; Enterprise Service Management; Project Management Office; Workplace Managed Services; Licensing; Digital Design, Strategy & Marketing; além do IT Outsourcing.

Quais as maiores lacunas que identificam nestas áreas no mercado nacional e de que forma as transformam em oportunidades de negócio?

R.C. – A grande lacuna no mercado nacional, conhecida de todos é a falta de recursos humanos qualificados e é precisamente aí que pensamos continuar a ter um papel importante a desempenhar.

Que recomendações dão às empresas para conseguirem robustecer-se ao nível das competências de TI certas, para os futuros desafios dos mercados?

R.C. – Apenas as empresas mais bem preparadas se tornarão mais competitivas e no limite sobreviverão. Esta preparação passa muito por contar internamente com recursos motivados e bem preparados e externamente por uma estratégia criteriosa de parceria e subcontratação de competências. Se alguma coisa é clara é que ninguém será capaz de deter internamente todas as competências necessárias ao sucesso numa economia digital. As organizações que assumem o compromisso de enriquecer os seus quadros, através do investimento na formação, terão na Rumos um parceiro ao nível do melhor que se faz no mundo, ao nível da oferta e diagnósticos de necessidades de formação. Como parceiro de sourcing, a Rumos Consulting, quer continuar a afirmar-se num perfil de forte partilha e envolvimento com as necessidades e dilemas dos clientes, reforçando o seu perfil de solidez, seriedade e sobretudo competitividade em preço, competência e valor como parceiro.

28 anos estrategicamente geridos e com marcos importantes

  • Em 1992, a Rumos tornou-se o primeiro centro de formação na Península Ibérica a atingir o estatuto de Microsoft Gold Certified Partner.
  • Em 1995, a Rumos tornava-se o centro de formação Cisco pioneiro em Portugal. Seguem-se parcerias com a Amazon (AWS – Amazon Web Services), com a Huawei, com a Red Hat e com a VMWare.
  • Em 2014, a Rumos passou a integrar a Leading Learning Partner Association (LLPA) uma exclusiva rede internacional de Centros de Formação TI, onde se encontram apenas os centros líderes de cada país.
  • Com foco no cliente, a Rumos adaptou também as metodologias de entrega de formação às necessidades dos formandos, com a disponibilização do e-Learning, do Live Training, online e síncrono com a sala de formação, bem como com a oferta do Learning-as-a-Service (formação adquirida como um serviço), um formato de e-Learning trazido pela Cloud.

Publicado em:

Na Primeira Pessoa

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