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SaaS impulsiona mercado de cadeias de distribuição

Publicado em 26 Junho 2017 por Ana Rita Guerra | 421 Visualizações

O mercado de software de gestão para as cadeias de distribuição, nomeadamente fornecedores, vai atingir os 13 mil milhões de dólares em 2017, um crescimento de 11% face ao ano passado. Segundo o novo relatório da Gartner, um dos principais motores da indústria será o software como serviço (SaaS). Em 2021, diz a consultora, este segmento deverá gerar receitas de 19 mil milhões.

As implementações de SaaS na cadeia de fornecedores vai pesar 35% no total de montantes investidos dentro de quatro anos. As licenças on-premises deverão cair, de tal ordem que a Gartner espera que representem apenas 20% do total dos investimentos. Os ambientes híbridos, nos quais ambos os modelos coexistem, vão tornar-se mais comuns.

A adesão a SaaS nesta área está a desviar o modelo de investimentos de Capex para Opex, o que torna o serviço mais atrativo para as pequenas e médias empresas e mercados emergentes. Como tal, há uma expansão do investimento na área, daí a adição de 6 mil milhões de dólares aos gastos nos próximos anos.

«A digitalização está a aumentar a procura por agilidade e a forçar novos modelos de negócio, o que tem como efeito um aumento dos investimentos no mercado de SCM [Supply Chain Management]», explica o vice presidente da Gartner, Chad Eschinger. Os fornecedores deste tipo de software de gestão já se estão a diferenciar da concorrência através da introdução de novas tecnologias, tais como aprendizagem de máquina, in-memory e Internet das Coisas.

Os clientes finais estão, por seu lado, a tentar explorar as grandes quantidades de dados que são gerados pela rede que compõe a cadeia de distribuição – uma medida essencial para se manterem competitivos.

A Gartner divide o mercado em três categorias: planeamento, execução e contratação. Esta última é a área que lidera o movimento para a nuvem, enquanto o planeamento está a ficar para trás em termos de cloud. O crescimento das receitas SaaS será liderado por vários fatores, desde os modelos cloud-first à maior confiança das empresas na segurança de aplicações na nuvem.

«Para ajudar a suportar a próxima geração de cadeias de fornecedores e requisitos dos negócios em tempo real, esperamos uma consolidação das soluções existentes em suites mais alargadas, multi-domínio, além de uma chegada contínua de novas soluções que vão apoiar a inovação, endereçar necessidades específicas e oferecer novo valor», disse Eschinger. O analista acredita que o impacto crescente do comércio digital também deverá incentivar o investimento em analítica da cadeia de distribuição. «O interesse em tomadas de decisão mais rápidas e erradicação de ineficiências vai levar ao investimento em máquinas inteligentes e IoT e o software SCM que lhe está associado».


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