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Software hospitalar Clinidata tem nova versão

Publicado em 27 Junho 2017 | 527 Visualizações

A empresa portuguesa Maxdata lançou a nova geração do software hospitalar Clinidata, que neste momento é utilizado em 200 laboratórios e 80% dos hospitais públicos do país. Entre as novidades estão melhorias ao nível da segurança e interoperabilidade, mas uma das características mais interessantes para os clientes é a inclusão de mecanismos automáticos para facilitar a parametrização inicial e o processo de importação de dados de aplicações antigas. Isto  permitirá migrar volumes gigantescos de dados em apenas algumas horas e a funcionalidade já foi testada em duas implementações piloto do software: uma no Laboratório Vema (laboratório de análises clínicas, não hospitalar, do sector privado) e outra no IPO de Lisboa (dois laboratórios de anatomia patológica, hospitalares, do sector público). No conjunto das duas organizações, foram migrados automaticamente mais de 40 anos de histórico e cerca de 6,5 milhões de resultados de exames.

Estas implementações piloto enquadram-se num projeto demonstrador mais abrangente, o Validata, que tem como objetivo validar o Clinidata em situações reais. O projeto decorre entre janeiro de 2016 e junho de 2017, sendo cofinanciado pelo Centro 2020 – Programa Operacional Regional do Centro.

De acordo com o diretor geral da empresa, Paulo Sousa, a arquitetura do software acumula cerca de 70 mil horas de I&D desde que foi concebida, há sete anos. É totalmente web e funciona sobre  os principais sistemas operativos e bases de dados, incluindo open-source. « Inclui uma plataforma poderosa de Business Intelligence que permite explorar informação estatística e preditiva de forma fácil e muito visual», refere o responsável. Além disso, sublinha, está preparado de raiz para cumprir as exigências do novo Regulamento Geral de Proteção de Dados estabelecido pela Comissão Europeia.

Outra das vantagens do software é que permite a gestão integrada de várias especialidades clínicas e não clínicas, tais como anatomia patológica, patologia clínica, microbiologia, genética, vigilância epidemiológica, agro-alimentar, ambiental e veterinária.

O software é usado todos os dias por 45 mil profissionais de saúde e suporta a realização de exames de 7 milhões de pacientes. A Maxdata refere que o seu objetivo com a nova versão é torná-la «numa referência» também a nível internacional, defendendo que tem várias características únicas no mercado mundial.

 


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