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Teletrabalho – O antes e o futuro!

Octávio Oliveira, sales manager na Atos Portugal

Publicado em 24 Abril 2020 | 657 Visualizações

Algo tão pequeno quanto um vírus originar um impacto avassalador à escala mundial é algo que merece a nossa reflexão. Hoje, grande parte da nossa sociedade está confinada à sua habitação conectando-se ao mundo profissional no que se convencionou há muito tempo chamar de teletrabalho. Nada de novo nesse sentido, o que mudou foi ter deixado de ser uma opção para passar a ser uma obrigação.

As empresas de TI há muito que possuem os meios tecnológicos, os processos associados e as culturas empresarias que lhes permitem promover o teletrabalho à maioria, se não à totalidade, dos seus colaboradores. Esta realidade, sem que se possa considerar de exercícios de business continuity, era feita de forma recorrente e até incentivada junto da comunidade.

Assim, a Atos colocou em prática o seu plano de contingência relativo ao Covid-19 na sua operação em Portugal de forma natural. Em função do mesmo e de forma concertada os colaboradores da Atos Portugal foram enviados para casa para continuarem as suas funções em regime de teletrabalho permitindo desta forma manter os projetos em funcionamento para os nossos clientes garantindo ao mesmo tempo a segurança dos nossos colaboradores.

A maior dificuldade encontrada foi a adaptabilidade de forma massiva e rápida que foi necessário implementar face à realidade de alguns dos nossos clientes que, em alguns casos, não estavam preparados para essa massificação e rapidez de resposta.

Estamos certos de que a situação atualmente vivida terá reflexos profundos na forma de trabalhar futura: os locais de trabalho virtualizar-se-ão; o trabalho on-premesis diminuirá; o cuidado com o business continuity aumentará; a disponibilidade será valorizada; as questões contratuais relativas às cláusulas de força maior serão profundamente analisadas. Em suma o teletrabalho institucionalizar-se-á.

Com esta nova realidade, questões de liderança, motivação e produtividade terão de ser avaliadas de outra forma e temas como free benefits terão de ter outra forma de valorização. A função de responsável de conectividade dentro da empresa e da empresa para os seus clientes ganhará uma maior importância.

Creio que a maioria estava preparada para o teletrabalho onde mergulhamos abruptamente, a tecnologia permitiu-nos fazê-lo de forma efetiva e produtiva, mas julgo, no entanto, que apenas uma minoria neste momento estará preparada para o futuro modo de trabalho que se pode vir a designar por staywork@home. O tempo o dirá, mas uma coisa é certa: o futuro é amanhã e essa é uma preocupação de hoje.


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