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Cinco tendências de cibersegurança segundo a Gartner

Publicado em 2 Agosto 2017 por Ntech.news - Ana Rita Guerra | 647 Visualizações

Gartner cibersegurança

A consultora Gartner divulgou cinco tendências de cibersegurança que vão marcar o mercado entre 2017 e 2018, com foco nos desafios enfrentados pelos líderes das empresas. Equilibrar os riscos, flexibilidade, usabilidade e preço, ter visibilidade suficiente sobre o que está a acontecer e obter controlo sobre o que mais importa são os principais.

«Não é possível proteger tudo da mesma forma. É preciso encontrar uma forma de controlar só o que importa realmente», sublinha Earl Perkins, vice-presidente de pesquisa da Gartner. A consultora refere que os especialistas em segurança precisam de compreender quatro conceitos: não é possível corrigir tudo, não há como proteger os ativos a 100%, é impossível saber quanto cada ativo é seguro e as empresas podem não saber quanto os seus parceiros digitais são seguros. São avisos sérios da consultora, que definiu as cinco tendências mais fortes neste cenário de incertezas.

  1. As competências e a área de cibersegurança continuarão em mudança

Um dos principais problemas do mercado é a escassez de recursos qualificados, o que justifica uma taxa de desemprego de 0% nesta área. A Gartner indica que o mercado vai continuar a precisar de novos tipos de competências, porque a cibersegurança está a evoluir para áreas como classes e governança de dados. «É um problema que os especialistas em segurança conseguiram contornar até agora, mas a realidade é que, nos próximos três a cinco anos, as empresas vão gerar um número ainda maior de dados», afirma Perkins. As mudanças na cibersegurança vão exigir novos tipos de competências em ciências de dados e analítica. O aumento em geral da informação trará a necessidade de inteligência artificial de segurança. Competências em tecnologias adaptativas serão fundamentais para a próxima fase da cibersegurança.

  1. A segurança na nuvem vai ser a prioridade

À medida que o ambiente na nuvem alcança a maturidade, vai tornar-se um alvo da segurança e começará a apresentar problemas. É possível que a crescente procura das empresas por serviços partilhados na nuvem deixe a tecnologia mais instável, insegura e mais sujeita a um problema grave comum aos outros ambientes. Quando se trata de nuvem, os especialistas em segurança terão que decidir em quem vão confiar. As empresas precisam de criar diretrizes de segurança para uso de nuvem pública e privada e seguir um modelo de decisão de uso da nuvem para se precaverem contra os riscos.

  1. Mudança no foco de proteção e prevenção

Perkins aconselha a substituir o investimento em prevenção para a deteção e resposta. «A verdade é que você não vai conseguir impedir todas as ameaças e terá de as enfrentar», diz o analista. Isso implica concentrar o foco da sua estratégia de segurança em deteção, resposta e remediação. Este é o maior desafio da cibersegurança hoje, garante. No futuro, é provável que tal  mude para previsão do que possa vir antes que alguma coisa aconteça.

  1. Importância do centro de operações

A Gartner diz que existe uma nova janela de oportunidade em segurança das aplicações que a maioria das empresas não aproveita por causa dos custos. O conselho é pôr as operações de desenvolvimento focadas na segurança.

  1. Os ecossistemas digitais vão orientar a segurança

Segurança, fiabilidade e privacidade também fazem parte da cibersegurança. Quando estes sistemas começam a ter um impacto físico direto, a organização vai tornar-se responsável pela segurança das pessoas e dos ambientes. A consultora avisa que «sem a ajuda da segurança, as pessoas vão morrer.» Por isso, a fiabilidade será fundamental para os ambientes de operações e produção ou para qualquer empresa com foco em ativos.


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