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TI: Contratar recursos é mais difícil que nunca e está a condicionar investimentos 

Publicado em 19 Setembro 2022 | 44 Visualizações

Quase três quartos (73%) dos líderes empresariais seniores da área das Tecnologias de Informação concordam que a aquisição de talentos de TI nunca foi tão difícil e a esmagadora maioria (98%) admitem que atrair talentos nessa área influencia as escolhas de investimento em tecnologia da sua empresa.

As conclusões constam de um estudo da Mulesoft, empresa do grupo da Salesforce, e também revelam que as organizações estão altamente conscientes do valor dos recursos humanos para o seu crescimento. Verifica-se, aliás, que 82% têm planos para investir na melhoria do bem-estar dos colaboradores alocados à área de TI e na sua qualificação (78%). As áreas onde as empresas identificam maior escassez de recursos são de arquitetura de soluções (60%) e em funções de gestão de infraestrutura e cloud (45%).

Para ultrapassar as limitações de talento que estão a sentir, muitas empresas estão a acelerar a aposta na digitalização e a adotar iniciativas de automação e auto-atendimento. O estudo conclui que, em todos os setores, 58% das organizações estão a automatizar tarefas e processos e 53% estão a capacitar os colaboradores não-técnicos com ferramentas de automação para responder às suas próprias necessidades.

Verifica-se também que a maturidade da automação está a crescer, mas com espaço para melhorias e que algumas áreas concentram maior volume de investimentos. Dois terços das organizações (67%) já automatizaram de forma parcial ou total as suas operações de TI. Muitas contam também já com níveis de automação semelhantes noutras áreas específicas como apoio ao cliente (59%), finanças (60%), marketing (58%), vendas (56%) e RH (55%). 

Já a taxa de processos totalmente automatizados continua a níveis bem inferiores e só 23% afirmam ter conseguido alcançá-la em todas as funções. Entre as dificuldades mais apontadas na digitalização estão os próprios processos TI, como concordaram 91% dos entrevistados.  O impacto negativo na inovação, na adoção de tecnologia, na experiência do cliente e do colaborador são os mais sublinhados. 

A melhoria de processos está por isso no topo das agendas dos líderes TI, com quase metade dos gestores a apontarem intenção de fazê-las nos próximos 12 meses. Uma das grandes apostas das empresas nesta matéria concentra-se na criação de equipas de fusão para a eficiência de processos.

Estas são equipas multidisciplinares que combinam trabalhadores com tecnologia, análise ou conhecimento de domínio e que partilham a responsabilidade pelos resultados de negócio e tecnologia, como explica a Salesforce.

Mais de dois terços (69%) das empresas já criaram ou estão em processo de avançar para a fusão de equipas, enquanto outras 22% planeiam fazê-lo nos próximos 12 meses. Entre as empresas que já avançaram com este modelo, 63% das organizações reconhecem que têm sido bastante eficientes no apoio à concretização dos objetivos de negócio. 

As ferramentas low-code ou no code têm sido as maiores aliadas das empresas nesta transição digital: 96% das organizações já as utilizam e 36% querem aumentar a sua utilização nos próximos 12 meses. 

A integração continua a ser um dos grandes problemas dos projetos tecnológicos, seja pela demora na integração de dados (66%) ou pelos custos associados (69%). 


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