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Transformação digital guia estratégia da Wipro

Publicado em 5 Dezembro 2016 | 1177 Visualizações

A transformação digital no seio das organizações deixou há muito de ser uma mera possibilidade para se tornar uma obrigatoriedade. Esta foi uma das principais conclusões saídas do evento organizado pela Wipro no Porto para discutir precisamente a realidade atual em torno da transformação digital, deixar exemplos de quem já abraçou este caminho e apontar possíveis direções a seguir.

Os dias que correm são marcados por uma sociedade em que as perspetivas do consumidor mudam rapidamente e em que as suas exigências são de tal forma elevadas que se encontrarem uma empresa que não lhes dê resposta rápida, procuram outra, possivelmente na concorrência.

Tendo em conta esta realidade, é imperioso que as organizações se adaptem para conseguir dar resposta a um novo tipo de consumidor, mais digital e portador de uma multiplicidade de devices e fontes de informação.

É a este tipo de exigências que a Wipro está atenta dizendo presente através de uma oferta end-to-end em matéria de transformação digital. Segundo explicou Hari Shetty, Vice President & Head of Retail da companhia, “a digitalização é uma importante chave de sucesso” desde sempre “aliada ao tipo de experiência que se proporciona a cada cliente”.

É também esta a perspetiva da Sonae, presente no evento enquanto cliente Wipro. De acordo com Nuno Borges, head of delivery daquela empresa, “a Sonae tem uma multiplicidade de áreas e uma oferta muito variada” motivo pelo qual “o digital se tornou uma ferramenta de engagement com o cliente que não podemos mesmo dispensar”.

A empresa nortenha é um dos casos de referência na relação com os clientes muito por causa do seu loyalty card. Diz Nuno Borges que os diferentes canais de comunicação “estão a crescer em numero e adesões, até porque se torna determinante perceber o perfil de cada cliente e adequar a oferta a estes”.

Já a Primark encara a transformação digital de uma perspetiva diferente. A marca, que conta com um alargado numero de lojas em todo o mundo, optou por apresentar, para já, um site “não transacional”.

Stephen Vanoli, cross funtional business director da Primark admite que “os clientes das lojas são essencialmente jovens que fazem do smartphone uma ferramenta indispensável” e que “também por isso será necessário vir a adaptar, no futuro, a estratégia da Primark a este tipo de realidade”.

Uma outra necessidade que Stephen Vanoli diz sentir “é a disponibilização de equipamentos moveis entre os funcionários das lojas” com o intuito de se vir a responder “mais fácil e rapidamente aos novos consumidores da geração Millennial”.

No entanto, e pelo menos por enquanto, transformação digital faz-se apenas via plataformas de social media, com o Facebook a tornar-se “claramente o mais popular” e a contar já “com um emoji da própria Primark que promete vir a fazer as delicias dos utilizadores”.

A marca de roupa comunica ainda através de outros media sociais como o Instagram ou o Twitter, sendo que o primeiro “apresenta igualmente um bom nível de engagement”, assegura Stephen Vanoli.

Tendo em conta a necessidade de modernização que se coloca às empresas nos dias que correm, a transformação digital acabará por fazer parte das estratégias mais cedo ou mais tarde.

Barry Guettler, senior director enterprise solutions, RGBU, da Oracle explica que a Wipro está atenta a esta realidade e, igualmente, “aos diferentes tipos de consumidores que um dado cliente tem, abarcando também as necessidades especificas para cada caso”.

Guetler recorda ainda que, um dos pontos chave neste campo “é a integração entre diferentes tecnologias” cabendo ao cliente, com a ajuda do seu fornecedor, perceber “como é que consegue assegurar um eficaz processo de transformação digital quando conta com diferentes tecnologias e equipamentos”. Também aqui, “a Wipro diz presente através da sua oferta e técnicos especializados”.

Foi esta a escolha feita pela Nisa Retail, uma empresa que atua em Inglaterra e Irlanda assegurando a venda e distribuição de produtos a retalhistas como supermercados e lojas de conveniência”, explicou o seu head of Business Systems Development, Peter Walker.

A companhia trabalha com tecnologia Wipro há mais de uma década, tendo “Oracle Retail no centro do seu sistema” e desenvolvimentos à medida “que foram feitos ao longo dos anos e conforme as necessidades foram surgindo”.

A escolha da então Enabler (agora Wipro) para seu fornecedor em 2003 teve a ver “quer com a cultura interna da empresa, quer com a oferta que apresentava e apresenta, quer também com as capacidades técnicas e a relação custo / beneficio muito interessante” disse ainda Peter Walker.


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Negócios

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