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Um terço das empresas admite a necessidade de mudanças estruturais

Publicado em 28 Setembro 2016 | 864 Visualizações

Empresas e governos estão a acelerar os seus investimentos em tecnologia para ações e soluções que as encaminham para a transformação digital. A conclusão é de um estudo global da CGI, que identifica uma tendência cada vez mais vincada nas organizações para modernizar sistemas em busca de modelos digitais, mais funcionais.

Mais de 70% dos gestores inquiridos no CGI Global 1000 sublinham a aceitação crescente dos consumidores para ações digitais e a expectativa que estes têm de encontrar nos serviços prestados pelas empresas com que se relacionam, uma experiência digital personalizada e transversal aos diferentes canais.

Metade dos entrevistados, junta à pressão dos clientes a das exigências regulamentares, sobretudo no que se refere às leis relacionadas com a privacidade e a proteção de dados e 62% olham hoje para a segurança como um elemento diferenciador, que querem ter na sua proposta de valor.

Estes sentimentos, conclui a CGI, estão a levar os gestores a perceber que têm menos tempo que o previsto inicialmente para levar a cabo a transformação digital das suas empresas. Um terço dos inquiridos já encara como necessária uma mudança estrutural dos seus negócios, de forma a adaptá-los às necessidades do mercado e a estimular o seu crescimento. Uma fatia ainda mais relevante (70%) assume que para explorar esta oportunidade vai manter, ou mesmo aumentando, investimentos em Tecnologias de Informação na sua organização, para acelerar este processo de transformação digital.

Os resultados apurados na pesquisa, que reflete as opiniões de lideres de negócio e tecnologia de 10 indústrias em 20 países, revelam uma dinâmica que o mercado não mostrava desde 2000 “ano em que houve uma mudança de paradigma para um sistema mais competitivo, que modificou o posicionamento e ação das empresas”, destaca Michael Roach, CEO da CGI citado num comunicado.

Na sua perspetiva, hoje as empresas estão cientes da “necessidade de recriar estes modelos de negócio, para garantir a sustentabilidade e competitividade das empresas durante a próxima década”.

Numa entrevista ao Ntech.news, José Carlos Gonçalves, vice-presidente sénior da CGI para a Europa do Sul e Brasil, garante que estas tendências globais também têm eco em Portugal. A consciência de que é preciso romper com velhos modelos de negócio existe e há investimentos relevantes a serem feitos, o que ainda falta são planos estruturados para fazer o caminho e são os próprios gestores portugueses que o admitem.

«Há claramente investimentos significativos. A questão que se coloca é se estão enquadrados numa visão global/roadmap de transformação da organização, ou se constituem iniciativas mais ou menos departamentalizadas», refere o responsável.

José Gonçalves identifica já em Portugal uma tendência para racionalizar os custos de operação de TI; o surgimento de diversas iniciativas de governo e gestão da informação para extrair insights que melhorem o processo de tomada de decisão; e apostas mais maduras na segurança. Mas também diz que “60% dos clientes afirmam estar ainda numa fase de investigação e experimentação”.

Pode ler aqui a entrevista completa, onde o responsável também identifica os sectores mais avançados neste desafio da transformação digital e os maiores desafios que se colocam às organizações nacionais nesta jornada.


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