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Universidade de Évora inaugura supercomputador com maior performance no país

Publicado em 4 Fevereiro 2020 | 298 Visualizações

A afirmação é da própria Universidade, que em comunicado anunciou a inauguração do supercomputador Oblivion, capaz de processar 239 milhões de milhões de operações por segundo (Tflops), capacidade que também vai estar ao dispor das empresas. 

O supercomputador Oblivion é inaugurado esta terça-feira e vai integrar a infraestrutura de investigação ENGAGE SKA -“Enabling Green E-science for the SKA Research Infrastructure”. Fisicamente, estará localizado no Data Center da Decsis

«O Oblivion é a máquina com maior performance do país», sublinha a nota de imprensa que detalha a informação, acrescentando que a máquina foi adquirida para apoiar o processamento de volumes massivos de dados em diferentes projetos de investigação e inovação nacionais, enquadrados no «design, prototipagem e operação do radiotelescópio Square Kilometre Array (SKA) e dos seus eventuais precursores». 

As atividades do ENGAGE SKA – um consórcio que liga o Instituto de Telecomunicações (IT) de Aveiro, as Universidades de Évora, Aveiro, Porto e Coimbra, o Instituto Politécnico de Beja e a Associação RAEGE Açores – vão poder dispor de 50% do tempo de CPU do Oblivion. Os restantes 50% vão servir a Rede Nacional de Computação Avançada (FCT/FCCN) e as necessidades da comunidade científica e de empresas. 

O Oblivion vai estar em funcionamento permanente e poderá ser um recurso valioso para «variados cenários de ciência e inovação», admitem os responsáveis do projeto. Áreas onde esta capacidade de computação pode vir a fazer a diferença são «a monitorização e recuperação de incêndios, previsões da evolução do clima, a optimização da utilização dos transportes públicos e do tráfego, a melhoria da eficiência no abastecimento energético via diversas fontes renováveis, fábricas inteligentes ou agricultura de precisão», exemplifica-se. 

No entanto, onde a nova máquina promete ser mais valiosa é no apoio à participação portuguesa no SKA, um projeto global que envolve cientistas e engenheiros de mais de 100 instituições em 21 países, na construção do maior radiotelescópio do mundo que vai ter capacidade para recolher dados numa área de um milhão de metros quadrados.


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Projetos

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