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Veículos conectados são aposta da GMV

Publicado em 10 Dezembro 2018 | 242 Visualizações

O futuro está cada vez mais associado ao conceito de veículos conectados e, neste particular, a GMV tem uma palavra a dizer. Nos últimos anos, a empresa tem vindo a trabalhar nesta área, assegurando um conjunto de tecnologias e parcerias que lhe permitem estar na linha da frente ao nível do desenvolvimento neste campo.

Os Sistemas Inteligentes de Transporte são, de resto, uma forte aposta da empresa que conta já mais de três milhões de carros que tiram partido do firmware GMV, inserido em veículos de parceiros e utilizado de forma transparente pelos condutores, segundo revelou a empresa.

A GMV recorda ainda que «a cada segundo, 60 passeiros recorrem à sua tecnologia, sem o saberem, para comprar bilhetes de avião, validar, etc».  Contas feitas, a companhia está presente com a sua tecnologia em todo o tipo de transportes, desde autocarros elétricos, metro, ferrovias, frotas profissionais e nos veículos automóvel. Por exemplo, no caso dos comboios «somos o único fornecedor dos sistemas de controlo e gestão da RENFE, em Espanha». Entre os clientes portugueses, contam-se nomes como a Ascendi, a Câmara Municipal de Lisboa, a Lusoponte, a Câmara Municipal de Bragança ou as Autoestradas do Atlântico.

A GMV assegura não apenas o desenvolvimento de plataformas para veículos conectados como também «a disponibilização de soluções e serviços neste campo». Em Portugal, «as maiores solicitações vão para o transporte a pedido» dizem os responsáveis da empresa.

Bruno Gonçalves, da GMV, explicou que a companhia tem vindo a trabalhar num conjunto de consórcios europeus, como é o caso do Projeto SafeCOP. Trata-se «de um projeto seguro, fiável e que permite comunicações sem fios, desenvolvendo camadas em cima das tradicionais de comunicação e garantindo uma troca de informações standardizada». O projeto termina em 2019 e conta com um investimento global superior a 11,6 milhões de euros.

Um outro trabalho que integra know-how da GMV é o projeto C-Roads, também ele em consórcio europeu, que visa «o desenvolvimento e instalação em larga escala de serviços C-ITS» explica Bruno Gonçalves. Com um financiamento de 8.3 milhões de euros, o C-Roads conta já com três pilotos em ação: um na A25 e N6; um outro dentro de Lisboa para o tráfego urbano (cobrindo, em tempo real, o trânsito na segunda circular); e um último na cidade da Madrid também para o tráfego urbano.

Outros projetos em desenvolvimento, com a participação da GMV são, por exemplo, o Escape ou o Enable S3.

Do lado do IMT, Ricardo Tiago deixou uma visão mais abrangente sobre o tema aludindo ao real desafio da inovação e ao desenvolvimento inerente à mobilidade inteligente. Este responsável recorda que, «cada vez mais, os carros estão a ser pensados para não serem conduzidos por seres humanos e importa ter isso em contra». Na realidade, o futuro trará consigo «uma conexão total de tudo ao veículo e vice-versa» sendo que, «até 2020, prevê-se que um quarto dos automóveis no mundo já estarão online», disse ainda o mesmo responsável.

Estamos, portanto, perante «um novo paradigma automóvel» sendo que, neste campo, Ricardo Tiago considera que o «roadmap europeu foi bem pensado e está bem desenhado, esperando-se que, nos próximos anos, os Estados-Membros invistam fortemente nesta área».

Em Portugal, o boom deste tipo de projetos «começou em 2014» e o país caminha para esta nova mobilidade «verde, conectada, partilhada, elétrica e autónoma», disse ainda Ricardo Tiago.

 


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