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Watson desempenha papel especial no jogo Star Trek

Publicado em 15 Maio 2017 por Ana Rita Guerra | 456 Visualizações

A IBM pretende usar o supercomputador Watson para abrir caminho a uma nova era na utilização de linguagem natural em jogos e aplicações de realidade virtual. A tecnológica desenvolveu uma Sandbox, combinada com outras ferramentas da plataforma, para permitir aos programadores criarem funcionalidades ligadas à linguagem no sector da realidade virtual.

A raiz desta iniciativa é uma parceria entre a IBM e o estúdio Ubisoft, que vai levar a plataforma de inteligência artificial ao novo jogo de realidade virtual «Star Trek: Bridge Crew». As capacidades cognitivas e de linguagem do Watson serão usadas para permitir aos jogadores usarem a sua própria voz e comandos em linguagem natural para interagirem com a tripulação virtual Starfleet. O jogo foi lançado em maio e a funcionalidade será disponibilizada em beta no final do verão.

O software usado para criar esta ferramenta é o VR Speech Sandbox, que combina o SDK Watson Unity com dois outros serviços, o Watson Speech to Text e o Watson Conversation. O interessante é que a combinação passa a estar disponível aos programadores que quiserem  adaptar as suas aplicações e serviços de realidade virtual introduzindo capacidades de linguagem natural.

«Queríamos encontrar a maneira correta de usar discursos interativo para aumentar as experiências imersivas que a realidade virtual oferece», explicou David Votypka, diretor criativo do estúdio da Ubisoft Red Storm Entertainment. Segundo ele, o Watson «dá aos capitães em Star Trek: Bridge Crew a capacidade de enunciar comandos aos membros da tripulação que não são jogadores da mesma forma que se dá a uma tripulação humana: usando a sua voz». A solução é baseada na nuvem, o que a torna fácil de integrar.

Willie Tejada, Chief Developer Advocate da IBM, sublinha que esta é a primeira vez que o supercomputador Watson irá alimentar a tecnologia que permite aos jogadores de Star Trek interagirem com a tripulação virtual. «Estamos a começar a ver o impacto da realidade virtual e aumentada e a IBM está empenhada em oferecer aos programadores as ferramentas de que precisam para inovar e ser competitivos nesta era cognitiva e de inteligência artificial», comentou.


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