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Web Summit: os próximos 10 anos ainda são uma incógnita

Publicado em 8 Novembro 2018 por Claudia Sargento - Ntech.news | 78 Visualizações

Foi a grande questão que dominou toda a Web Summit ao longo de 2017: ficaria o maior evento de tecnologia, empreendedorismo e start-ups em Lisboa por mais uns anos ou 2018 seria o ano do adeus a Paddy e à sua equipa?

A verdade é que pouco tempo antes da realização da conferência deste ano, chegou a confirmação, a Web Summit vai mesmo ficar na capital por mais 10 anos, mas o seu CEO, Paddy Cosgrave diz que «ainda é cedo para antecipar o que poderá vir a acontecer nos próximos tempos em termos de evento».

Cosgrave vai mais longe: «Sinto-me a meio de um jogo, que está a decorrer», e, relativamente ao qual, não consegue «antecipar o final». Ainda assim, este responsável mostrou-se satisfeito com a possibilidade de ficar em Lisboa e anunciou mesmo que, ele e a família, passam a residir no nosso país.

No que ao evento em si diz respeito, Paddy Cosgrave considera que esta foi «uma semana muito interessante não só com a Web Summit em si, mas também com todo o conjunto de eventos paralelos que foram decorrendo». Em conferência de imprensa, o CEO do evento aproveitou para falar da polémica fotografia tirada no palco central apenas com homens e sublinhou que tinha acabado de tirar uma outra já com mulheres «para refletir o verdadeiro espírito do evento: a igualmente de género». Na verdade, diz Paddy Cosgrave, desde o lançamento do Programa Womens in Tech, a audiência feminina «cresceu mais de 100% e representa, atualmente, 44% das presenças totais». O objetivo neste campo? «Conseguir, pelo menos, equilibrar os números: 50/50».

De qualquer forma, a Web Summit está, para já, «no seu limite» em termos de assistência, e para crescer «em número de visitantes terá de crescer também em termos de dimensão e espaço de acolhimento», diz o CEO, caso contrário «tornar-se-á algo insuportável para todos».

Quanto a polémicas em torno da Internet, Cosgrave colocou um ponto final no tema, referindo que o wi-fi tem assegurado uma média de «99,6% de up time o que num evento deste género é um valor extraordinário».

Em termos de futuro, Cosgrave deixou poucas ideias, mas falou na necessidade de um maior envolvimento da comunidade portuguesa através das suas diferentes vertentes: das artes ao vinho, passando pelo golfe ou até pela produção de comida.

«Na realidade, a tecnologia associada à agricultura é um tema que muito me interessa» diz este responsável» e poderá vir a ter lugar numa futura edição da Web Summit: «Porque não um palco mais rural onde se foquem as diferentes formas através das quais a tecnologia está ou poderá vir a ajudar na agricultura e na produção de alimentos?»

Uma outra possibilidade poderá surgir associada a um conceito de Wine Summit, «ideal para a promoção desta área com tão boa oferta em Portugal».

São ideias que Paddy Cosgrave deixa no ar, a concretizar, quem sabe, já em 2019.


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