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93% das empresas ainda não cumprem requisitos do RGPD

Publicado em 4 Maio 2018 | 452 Visualizações

Um novo estudo volta a demonstrar que muitas empresas continuam a não estar preparadas para a entrada em vigor do novo Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD). As novas normas, que reforçam direitos de privacidade dos consumidores e controlo da informação que partilham com terceiros e endurecem as obrigações de proteção desses dados por parte das empresas que os gerem, na verdade já estão em vigor. O último ano foi de adaptação e o prazo termina a 25 de maio, data a partir da qual novas e pesadas sanções serão aplicadas a quem não cumprir as normas.

Ainda assim, um estudo do SAS revela que 93% das empresas ainda não estão prontas para as novas regras, embora estejam a trabalhar nesse sentido. Menos de metade destas empresas (46%) acredita ter a capacidade de cumprir o prazo limite para a implementação das alterações necessárias, sendo que entre as organizações europeias (53%) há maior confiança na capacidade de cumprir timings, que entre as empresas norte-americanas (30%).

Curiosamente, a maioria das empresas vê com bons olhos a introdução das novas regras. A esmagadora maioria (84%) vê nesta mudança uma oportunidade para melhorar a gestão de dados. Na União Europeia, esta perceção é ainda mais elevada, com 91% dos inquiridos a apontarem este aspeto. 68% dos entrevistados também acredita que o RGPD contribuirá para aumentar a confiança entre a sua empresa e os clientes. Muitos inquiridos defendem ainda que esta é uma oportunidade para melhorar a qualidade dos dados.

Entre os principais desafios na implementação das novas regras, as empresas elegem a identificação de todas as fontes de dados pessoais armazenados, seguida da aquisição de competências para gerir a conformidade com o RGPD como os principais desafios que as organizações enfrentam na preparação para o RGPD.

Cerca de metade dos inquiridos acredita ainda que o RGPD terá um impacto significativo nos projetos de inteligência artificial das suas organizações. A este respeito, os três requisitos de conformidade mais preocupantes para os entrevistados, em relação a novos projetos de inteligência artificial passam por estabelecer o consentimento informado, registar e apresentar detalhes de perfis aos auditores e exigir o envolvimento humano em decisões de IA, revela ainda o estudo.

O estudo do SAS envolveu 183 pessoas com um papel relevante na preparação das empresas onde trabalham para o cumprimento das novas normas europeias da privacidade, em diversas indústrias e países, incluindo Portugal.


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