Investimento em tecnologia é prioridade para 39% das empresas em 2023
Quase dois quintos das empresas este ano pretendem aumentar os seus investimentos em tecnologia, de acordo com um estudo do Capgemini Research Institute. Uma proporção semelhante tenciona mantê-lo, dando destaque, num e noutro caso, a áreas como a cloud, dados e análise. Quase metade dos gestores inquiridos pelo estudo, revelou que também planeia aumentar investimentos em cibersegurança.
O investimento estará direcionado para o potencial de redução de custos da tecnologia e para o apoio aos processos de transformação digital das empresas e é apontado como a segunda prioridade de investimento das organizações em 2023, logo a seguir às iniciativas que possam contribuir para dar resiliência às cadeias de abastecimento.
Entre os inquiridos, 89% admitem que as disrupções nas cadeias de abastecimento são o principal risco para o crescimento dos seus negócios, maior que o aumento dos preços das matérias-primas e a crise energética, e 43% referem que vão aumentar os seus investimentos nessa área.
«Os líderes empresariais em todo o mundo estão a concentrar os seus investimentos nas áreas que podem continuar a impulsionar a transformação dos seus negócios», reconhece Aiman Ezzat, CEO do Grupo Capgemini.
«Neste sentido, devem aproveitar as oportunidades que a tecnologia oferece, não só para tornar os seus negócios mais eficientes, sustentáveis e resilientes, mas, mais importante do que isso, para permitir que as suas empresas possam crescer a longo prazo».
O responsável sublinha ainda, a importância de alocar parte do investimento previsto para o «talento que será capaz de concretizar estas transformações dos modelos de negócio e das cadeias de valor».
Nesta área, as conclusões do estudo refletem que os maiores investimentos previstos estão direcionados para as políticas de trabalho remoto e híbrido: 65% dos gestores inquiridos planeiam investir e implementar opções de trabalho híbrido para os seus colaboradores e 61% em opções permanentes de modelos de trabalho remoto, para as funções que exigem menos supervisão e menos trabalho em equipa.
No estudo foram inquiridos responsáveis de 2.000 empresas com mais de mil milhões de dólares de receitas anuais, em 15 países. As entrevistas decorreram entre novembro e dezembro de 2022, procurando antecipar decisões para os 12 a 18 meses seguintes.
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