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proGrow analisa digitalização das indústrias portuguesas

Publicado em 10 Dezembro 2024 por Luísa Dâmaso | 425 Visualizações

A proGrow divulgou recentemente uma infografia baseada no estudo “Digitalizar para competir: O estado da indústria portuguesa”, que analisa o nível de digitalização das fábricas em Portugal. O levantamento apresenta dados reveladores sobre os desafios e oportunidades enfrentados pelas indústrias nacionais na sua jornada de transformação digital, cobrindo desde os níveis corporativos até ao chão de fábrica.

O estudo revelou que 8 em cada 10 fábricas ainda utilizam o Excel para analisar a produção, uma prática que limita a análise avançada e a monitorização eficaz. 83,3% das empresas que ainda não utilizam
ferramentas de monitorização de dados são PMEs. E, apenas 32% das empresas possuem sistemas integrados, ou seja a falta de integração aumenta os custos operacionais e dificulta a tomada de decisões.

Entre as barreiras mais mencionadas para a adoção de novas tecnologias estão:

  • Custos elevados de implementação (48,7%);
  • Incerteza sobre o retorno do investimento (40,5%);
  • Problemas de integração com sistemas existentes (47,3%);
  • Falta de conhecimento (29,7%);
  • Resistência à mudança (32,4%).

Apesar das dificuldades, 73% dos profissionais do setor reconhecem que a digitalização traz benefícios como o ganho de eficiência, o acesso à informação em tempo real (59%) e automação de processos (54%).

A importância dos dados na transformação digital

O estudo destacou que 63,5% das empresas consideram os dados como altamente importantes para otimizar operações, enquanto 31,1% os classificam como importantes. No entanto, apenas 46% das empresas têm um plano de estratégia digital. 76% das empresas com baixo grau de digitalização são PMEs, refletindo uma carência significativa no uso de ferramentas avançadas de monitorização de dados. Entre as tecnologias mais comuns no chão de fábrica, destacam-se sistemas de execução da produção e ferramentas de automação. Já soluções mais avançadas, como realidade aumentada tem uma adoção ainda limitada.

Transformação digital como necessidade estratégica

Marco Tschan Carvalho, CEO da proGrow, sublinha que a transformação digital é essencial para a competitividade das indústrias. «A transformação digital não é uma opção, é uma necessidade para a sobrevivência e crescimento das indústrias em Portugal», afirma o responsável. O estudo conclui que a digitalização vai além de integrar novas tecnologias: trata-se de mudar a forma como as indústrias operam. Na indústria portuguesa, as PME são as mais atrasadas na transformação digital, com apenas 53,6% alcançando um nível básico de intensidade digital, segundo a Comissão Europeia*. Este atraso coloca Portugal abaixo da média europeia em competitividade digital. Apesar disso, os profissionais do setor reconhecem a digitalização como motor de progresso e inovação.Ao adotar tecnologias de ponta e priorizar a gestão de dados, as fábricas portuguesas podem alcançar níveis superiores de eficiência, inovação e competitividade no mercado global. A proGrow aponta algumas formas de facilitar a adoção tecnológica, como formação de funcionários (27%), demonstração de casos de sucesso (54%), incentivos financeiros (45%) e apoio da liderança (43%).


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Atualidade

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