Campo Maior acolhe ecossistema de inovação com potencial para transformar o Alentejo
No coração do Alto Alentejo nasce uma infraestrutura pensada para mudar o futuro da região. Chama-se Centro de Inteligência Competitiva do Alentejo (CIC Alentejo) e quer fazer dos dados e da inteligência artificial motores de desenvolvimento económico, inovação e qualificação.
Luís Rosinha, presidente da Câmara Municipal de Campo Maior, explica que esta infraestrutura «foi pensada, desde a sua génese, no sentido de colocar os dados, a inteligência artificial e a inovação tecnológica ao serviço do desenvolvimento sustentável da região do Alentejo, numa parceria entre o Município de Campo Maior com a NOVA IMS, da Universidade Nova de Lisboa e o Instituto Politécnico de Portalegre».
«Este centro tem como objetivo afirmar-se como um polo de dinamização e qualificação dos recursos humanos do tecido empresarial da região, promovendo a aquisição de competências analíticas», destaca Miguel de Castro Neto, diretor da NOVA IMS e coordenador científico do CIC Alentejo. De acordo com este responsável, o processo passará por fomentar as decisões baseadas em ciência de dados e envolver empresas, administração pública, associações e a sociedade civil num ecossistema regional de valorização e transferência de tecnologia, em articulação com outras entidades do sistema científico e tecnológico.
Mais do que um centro tecnológico, o CIC Alentejo posicionar-se-á como um ecossistema de inovação aberta, com espaço para programas de aceleração, hackathons, prototipagem e formação especializada contínua em áreas emergentes como gestão de informação, ciência de dados, inteligência
artificial, marketing analítico, business intelligence, blockchain, entre outras.
A ideia, dizem os envolvidos, é construir uma base de conhecimento regional multidimensional, com forte componente analítica, descritiva, preditiva e prescritiva, e colocá-la ao serviço de setores estratégicos como o agroalimentar, a energia, o turismo, a indústria e os serviços.
Instalado na antiga Escola Básica da Cooperativa, o CIC Alentejo integra três espaços distintos e complementares:
- A Sala Imersiva, onde se exploram dados e indicadores regionais sob as perspetivas da inteligência, sustentabilidade e governança;
- A Sala Colaborativa, pensada para a experimentação e co-criação de soluções com empresas, autarquias e instituições locais;
- A Sala Formativa – NOVA BI & Analytics Lab, dedicada à capacitação em áreas emergentes como business intelligence, inteligência artificial, GenAI, prompt engineering e blockchain, com o contributo de especialistas das duas instituições de ensino superior fundadoras.



«Este equipamento vai colocar Campo Maior numa posição privilegiada, com alguns dos principais atores da área a nível nacional a colaborarem connosco», afirma Luís Rosinha, antecipando que no futuro se juntem «novos parceiros, regionais e não só, numa ótica de parceria e de valorização tecnológica».
Mais do que um centro tecnológico, o CIC Alentejo posiciona-se como um ecossistema de inovação aberta, com espaço para programas de aceleração, hackathons, prototipagem e formação contínua, promovendo o cruzamento entre ciência, talento e território.
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