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App StayAway Covid já aprovada e em teste alargado

Publicado em 17 Julho 2020 | 213 Visualizações

Esta sexta-feira terá arrancado o aguardado piloto alargado, para testar a nova aplicação móvel portuguesa de rastreio de contactos, com Covid-19. A aplicação foi avaliada durante várias semanas pela Comissão Nacional de Proteção de Dados, para verificar o cumprimento de requisitos legais ligados à privacidade e daqui acabou por surgir a recomendação de garantir enquadramento legal de um conjunto de aspetos relacionados com o funcionamento da app.

Esta quinta-feira, 16 de julho, em conselho de ministros, o Governo aprovou a legislação que dá poderes à Direção Geral da Saúde para fazer o tratamento dos dados pessoais na aplicação e que vai clarificar o alinhamento deste tratamento de dados como a legislação local de proteção de dados.

Um dia depois, o Negócios avança que o projeto-piloto que vai testar a app em ambiente real e alargado já está no terreno. O teste é coordenado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) que desenvolveu a app, em parceria com o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto e as empresas Keyruptive e Ubirider. O teste vai servir para identificar possíveis problemas de funcionamento.

Ao Negócios, o investigador que coordena o projeto, Rui Oliveira, explicou que o teste vai incluir «alguns milhares de pessoas» e prolonga-se, no máximo, até final do mês, altura em que a app deve ser lançada para toda a população, admitiu já o INESC TEC, que no entanto também sublinha que a decisão do lançamento em massa da app será política, remetendo o ok necessário para a ministra da saúde.

O piloto agora realizado, que o INESC TEC já tinha revelado vai envolver até 10 mil pessoas, conta ainda com o apoio do Centro Nacional de Cibersegurança.

A app StayAway Covid vai ter versões para iOS e Android e será um instrumento para notificar quem a utiliza da proximidade nos dias anteriores com alguém contagiado. É de utilização voluntária (cabe a cada utilizador infetado decidir se partilha ou não essa informação), todos os dados que disponibiliza são anónimos e, do ponto de vista tecnológico, tira partido da tecnologia Bluetooth Low Energy.

No desenvolvimento da StayAway Covid estiveram envolvidas cerca de 40 pessoas. O Inesc Tec, em declarações ao Observador, estimou que o projeto vale qualquer coisa como meio milhão de euros.


Publicado em:

Mobilidade

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