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GMV: Innovating solutions in Cybersecurity

As novas redes SD-WAN

Luis Pena, country manager da Teldat Portugal

Publicado em 7 Setembro 2017 | 231 Visualizações

Verifica-se, nos dias de hoje, que tanto o mercado empresarial como as mais diversas instituições (organismos públicos e outras), exigem uma transformação digital dos respectivos modelos de negócio. Esta situação leva, entre outros aspectos, à necessidade de desenvolver um novo conceito para redes WAN de forma a torná-las mais flexíveis e inteligentes. Por um lado, a dispersão das sedes das empresas e instituições faz com que haja maior número de utilizadores distribuídos por geografias diversas, por outro lado, os recursos de rede e, em particular, a largura de banda disponível, mudam dinamicamente consoante as aplicações que são instaladas na nuvem e as necessidades pontuais de cada grupo de utilizadores. Acresce, ainda, a crescente utilização de algumas aplicações, como é o caso de vídeo, que requerem recursos significativos da rede, mas apenas durante períodos limitados de tempo.

É neste contexto que surge a necessidade de um modelo de rede WAN mais ágil e de menor custo. A arquitectura de rede SD-WAN (Software Defined WAN) vem ao encontro destas necessidades ao permitir aos responsáveis de SI implementar e manter redes com uma gestão associada que seja flexível, simples e visual. Neste sentido, os diferentes analistas de mercado identificam a área das SD-WAN como uma oportunidade de negócio valendo milhares de milhões de dólares. Segundo a IDC, o mercado vai crescer de US $ 600 milhões em 2016 para 6000 M $ em 2020. A Gartner assume que 30% das empresas utilizem SD-WAN em escritórios remotos em 2019.

Em termos de uma arquitectura, uma rede SD-WAN deve levar em consideração os seguintes aspectos distintivos:

Integração de rede – No caso de empresas multinacionais que têm redes complexas que ligam milhares de escritórios remotos, optar por uma solução SD-WAN pode cortar custos e simplificar as tarefas de gestão. A alta qualidade e baixo custo dos circuitos residenciais fazem com que sejam o substituto ideal para a conectividade MPLS (mais cara e difícil de instalar).

Aprovisionamento automático – Automatização dos processos de instalação e configuração da rede. Os elementos de rede podem ser instalados nas diferentes sedes de modo automático, sem a necessidade de enviar ao local técnicos especializados. Os equipamentos a serem instalados em agências ou sedes remotas podem ser enviados por empresas de transporte e ligados diretamente à LAN ou outras redes por pessoal não-especializado. Uma vez ligado, o equipamento consulta automaticamente a rede corporativa de onde obtém a sua configuração, sem necessidade de intervenção humana.

Visibilidade ao nível dos serviços/aplicações – De forma a identificar e manter o controlo de serviços, os equipamentos monitorizam individualmente o tráfego das diferentes aplicações, podendo, em tempo real, ter-se a completa visibilidade do que se passa na rede. Em cada nível de rede, o volume de dados que são enviados e recebidos por cada uma das aplicações é calculada e analisada. Isto é possível graças a uma poderosa arquitetura de Big Data.

Controle de Nível de Aplicação – A função “Controller” facilita e assegura a configuração e definição da rede.

Serviços de rede – Trata-se de serviços adicionais que podem ser integrados numa solução SD-WAN. Existem muitas e variadas opções capazes de fornecer funcionalidades adicionais para a computação em rede: otimização de WAN ou armazenamento em rede, segurança a filiais, são apenas alguns exemplos.

No fundo, o processo de transformação digital que tanto ouvimos falar requer maior flexibilidade, agilidade e inteligência, havendo claramente necessidade da implementação dos tais modelos de rede WAN, também eles mais flexíveis, ágeis e inteligentes!

 *Este artigo não está escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

Publicado em:

Opinião

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