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Check Point aponta mais ciberataques durante a pandemia

Publicado em 14 Maio 2020 | 201 Visualizações

Cibersegurança

O crescimento no número de ciberataques foi relevante nos últimos tempos, «e nomeadamente durante este período da pandemia». A conclusão é da Check Point que revelou em conferência de imprensa os mais recentes dados nesta área em Portugal.    

Rui Duro, country manager da Check Point para o nosso país sublinha que «todo este novo paradigma do vírus trouxe um conjunto de mudanças nas empresas e a cibersegurança tem de acompanhar esta realidade».

Na verdade, a segurança é algo «que as empresas devem levar muito a sério» sendo que, «infelizmente o mercado português continua a apostar em ferramentas pouco sofisticadas».

Rui Duro lembra que, nas pequenas empresas, «a cibersegurança é básica e muitas vezes inexistente», sendo que existe «um conjunto muito grande de empresas que ainda não investiu de forma correta nessa área». De resto, os ataques hoje em dia «são de geração 6 e a maioria das empresas estão numa solução de segurança de geração 3».

O country manager da Check Point sabe que «durante a pandemia, não houve tempo de preparar corretamente o trabalho remoto até porque a maioria das empresas não tinham este conceito no seu ADN» o que levou «a problemas de performance, visibilidade, controlo, acima de tudo, de segurança». Na realidade, «não houve tempo para fazer um correto planeamento da segurança».

O facto é que o COVID representa «uma oportunidade e os cibercriminosos procuram sempre capitalizar as ultimas tendências» para entrarem em ação. O COVID é, assim, uma boa porta de entrada para o phishing, por exemplo, já que «a necessidade de informação sobre a pandemia é grande, o que nos vai levar a procurar mais dados e a ter menos cuidado relativamente aos locais onde procuramos essa informação».

A Check Point detetou «cerca de 30 mil novos ataques maliciosos através de websites» além de uma diversidade de «e-mails relacionados com a pandemia, ficheiros com nomes relacionados com a pandemia ou aplicações relacionadas com o coronavírus».

Entre as diferentes técnicas utilizadas, destaque para os ataques à rotina diária como «falsear serviços de streaming, falsear e imitar aplicações de videoconferência, simular pacotes de estímulos financeiros e empréstimos bancários». O pico dos ataques aconteceu durante «o estado de emergência com um acréscimo de domínios relacionados com o Coronavirus» mas também o incremento, nos últimos 30 dias, «dos ataques via mail», apontou Rui Duro.

O responsável da Check Point em Portugal fez ainda questão de sublinhar a importância da cibersegurança ao nível dos dispostivos móveis: «Acredito que continuamos a investir, hoje em dia, no perímetro e a negligenciar dispositivos móveis.» Um bom exemplo disso é a aplicação COVID-19 Tracker, que viabilizou «um ataque a dispositivos Android e cuja a instalação encobria ransomware com encriptação do dispositivo móvel e consequente pedido de resgate».

Entre as medidas de prevenção a adotar, Rui Duro fala da necessidade de educar os utilizadores relativamente às ciberameaças e ter cuidados redobrados com as fake news «muito usadas hoje em dia e que estão sediadas em sites maliciosos». Importa ainda segmentar a informação de forma muito clara, proteger dispositivos móveis, formar funcionários sobre segurança e saber usar ferramentas de cibersegurança de forma correta.


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Atualidade

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