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Cisco posiciona-se para “atacar” nova geração de serviços digitais

Publicado em 23 Dezembro 2019 | 226 Visualizações

A Cisco renovou o portefólio de produtos a pensar na próxima geração de aplicações e serviços digitais e assenta a estratégia numa nova arquitetura de processadores de rede e numa linha de routers renovada, que é a primeira a tirar partido da nova arquitetura. 

A nova arquitetura Cisco Silicon One passa a ser a base do portefólio de routing da Cisco. Como descreve a empresa, é o «primeiro chip de rede da indústria criado para se adaptar universalmente aos segmentos de fornecedores de serviços e web-scale», criada a pensar no potencial das redes 5G e de ambientes como a inteligência artificial ou a Internet das Coisas. 

Esta nova arquitetura Cisco foi desenhada para plataformas fixas ou modulares, o que permite uma gestão de requisitos mais exigente. O primeiro modelo Cisco Silicon One é o Q100 e «supera o limite de roteamento de 10 Tbps para a largura da banda de rede, sem sacrificar a capacidade de programação, buffering, eficiência energética, escalabilidade ou flexibilidade funcional», garante a empresa.

Os routers Cisco 8000 Series permitem uma otimização para 400 Gbps e superior. São alimentados através do novo software de sistema operativo de rede Cisco IOS XR7, otimizado para a cloud e integram tecnologia trust, para fornecer níveis de segurança mais elevados e visibilidade em tempo real, sobre a fiabilidade da infraestrutura crítica.

Há já alguns clientes a testarem os novos routers Cisco, entre empresas como a Comcast e a NTTCom, revela a fabricante norte-americana. A Cisco também adiantou que está empenhada em garantir a compatibilidade da sua tecnologia ótica com os melhores padrões da indústria e tem já em marcha um programa de qualificação para testar que as suas óticas funcionam com soluções Cisco, mas também com soluções de terceiros. A empresa quer desta forma garantir que os clientes podem utilizar as óticas da Cisco em aplicações onde foram implementados equipamentos de outros fabricantes, sublinha-se numa nota de imprensa.

O modelo de disponibilização das tecnologias e soluções Cisco também está a ser alterado e a empresa vai passar a disponibilizar componentes, caixas brancas ou sistemas integrados para construir as suas redes. Estes novos modelos de consumo flexíveis vão afetar primeiro o portfólio de óticas da Cisco e posteriormente a desagregação do software Cisco IOS-XR, que inclui agora o Cisco Silicon One.


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