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Claranet investe 600 mil euros em novo centro de cibersegurança

Publicado em 12 Março 2018 | 798 Visualizações

Chama-se SOC (Security Operations Centre) e vai oferecer serviços na área da cibersegurança aos clientes portugueses da Claranet, pelo menos para já. A nova estrutura, apresentada esta segunda-feira, representa um investimento de 600 mil euros e vai funcionar em continuo, todos os dias do ano, para monitorizar potenciais ameaças e incidentes à rede das empresas que contratem os seus serviços.

Conta com uma equipa de 16 colaboradores, que numa primeira fase vão prestar serviços apenas a nível nacional, mas que em breve pode estender a oferta a outros países onde o grupo esteja presente, como António Miguel Ferreira já tinha adiantado ao Ntech.news.

Na apresentação do centro, Pedro Almeida, security operations manager, sublinhou que a principal diferença entre a oferta disponibilizada pelo novo centro da Claranet e uma estrutura deste tipo mais tradicional, é o facto de o SOC permitir juntar à monitorização das plataformas internas do cliente, uma vigilância dos riscos externos, com a observação constante de fontes diversas, seja nas redes sociais e na “web convencional”, como na dark e deep web.

O novo SOC nasce nas instalações da ITEN, empresa que o grupo britânico comprou no ano passado, quando completou a sua sexta aquisição em Portugal. Nas mesmas instalações passaram a estar concentradas as várias equipas de operações da Claranet (e da ITEN) num total de cerca de 200 colaboradores e é também em Carnaxide que vai instalar-se a Claranet University, um programa de formação que está em fase de arranque e que terá como principal objetivo ajudar a adaptar competências às necessidades do mercado, na áreas das TI. No polo tecnológico que vai agregar as diversas valências a empresa investiu um milhão de euros, revelou António Miguel Ferreira, diretor-geral da Claranet em Portugal.

Tecnológicas procuram cada vez mais Portugal, confirma AICEP

Na apresentação do SOC Luís Castro Henriques, presidente da AICEP, admitiu que Portugal é procurado por um número cada vez maior de empresas para investir e adiantou que desde o arranque do atual programa-quadro europeu e até à data, a agência já angariou tanto investimento como em todo o programa anterior.

O responsável garantiu ainda que neste momento a agência tem «um pipeline de projetos de uma dimensão como nunca teve» e, à margem do evento, confirmou ao Ntech.news que neste universo os projetos de cariz tecnológico «têm uma presença muito grande». Luís Castro Henriques admite que a Web Summit deu um contributo fundamental para dinamizar a procura do país como destino de investimento, mesmo entre empresas que nunca tinham considerado esta localização.


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Negócios

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