Como os CFOs estão a somar créditos à digitalização
O papel do CFO deixou de ser apenas contabilístico para assumir um lugar na primeira linha da transformação digital. Impulsionados por tecnologias cada vez mais sofisticadas, os líderes financeiros estão hoje no centro da estratégia empresarial — e quem ficar para trás corre o risco de comprometer a competitividade da organização.
De acordo com a Gartner, 79% dos CFOs consideram prioritário liderar processos de transformação dentro das suas organizações. A exigência do cargo evoluiu e, com ela, o ecossistema tecnológico de suporte. A consultora espanhola excelia identificou as ferramentas que estão a mudar as regras do jogo para os líderes financeiros mais visionários e revela tudo no relatório “Os 10 aliados indispensáveis do CFO do futuro”.
Juan Pablo Plaza, Digital Finance Managing Director da excelia, reconhece que o papel do CFO «mudou radicalmente» e admite que, hoje, este profissional «deve estar em todos os fronts, combinando controlo financeiro com visão estratégica, tecnológica e de negócios».
Entre os destaques está a nova geração de sistemas ERP, que integram dados e processos numa única plataforma, com recursos de inteligência artificial capazes de detetar erros, antecipar desvios e libertar equipas para tarefas de maior valor. Já as plataformas EPM permitem simular cenários, adaptar-se a mudanças e alinhar previsões com objetivos ESG, com ganhos visíveis em agilidade e sustentabilidade.
Também em destaque estão as soluções de tesouraria automatizadas, que não só aceleram o fecho financeiro como permitem uma análise mais fina das margens e custos. A fatura eletrónica, muitas vezes vista apenas como uma obrigação legal, revela-se agora como uma oportunidade clara para automatizar processos e otimizar a gestão de tesouraria com dados em tempo real.
A assinatura digital surge como outro pilar da nova era financeira, ao garantir validação jurídica, cibersegurança e eficiência operacional, facilitando também auditorias e promovendo práticas mais sustentáveis.
Por sua vez, os sistemas HCM permitem integrar finanças com recursos humanos, transformando o capital humano num ativo estratégico, enquanto as soluções de BI suportadas por IA tornam a análise de dados mais rápida, visual e preditiva, reforçando a capacidade de decisão dos CFOs.
Com a crescente digitalização, os riscos também aumentam. Por isso, as ferramentas de cibersegurança e gestão de acessos são agora incontornáveis para proteger sistemas críticos, garantir a continuidade do negócio e manter a confiança dos stakeholders.
A gestão de crises, uma área nem sempre ligada à função financeira, assume também nova centralidade. A tecnologia permite hoje ativar planos inteligentes com menos intervenção humana, aumentando a rapidez e a eficácia na resposta. Por fim, a consultoria estratégica é apontada como um elemento-chave para garantir que estas tecnologias são bem implementadas e alinhadas com os objetivos do negócio.
No entender de Juan Pablo Plaza, já não basta analisar os números; «é preciso transformá-los em decisões inteligentes que impulsionem o crescimento».
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