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Como recrutar e reter talento na área da cibersegurança

Publicado em 16 Março 2018 por Ana Rita Guerra | 395 Visualizações

Se a escassez de recursos humanos na indústria global das tecnologias de informação é um problema crónico, essa lacuna é especialmente visível no segmento da cibersegurança. A procura excede a oferta nesta área e um novo estudo da Capgemini apela ao desenvolvimento de abordagens diferentes para colmatar esta necessidade.

De acordo com o relatório do Digital Transformation Institute, “Cybersecurity Talent: The Big Gap in Cyber Protection, 68% das empresas inquiridas revelaram que precisa de mão de obra especializada em cibersegurança e 64% disseram que do que mais precisam são competências analíticas. O nível de disponibilidade dos profissionais que as empresas já têm contratados não corresponde às necessidades: existe uma diferença de 25 pontos percentuais no que diz respeito às competências na área de cibersegurança (apenas 43% das empresas inquiridas revelou já possuir profissionais com este perfil no seu quadro de pessoal), contra 13 pontos percentuais no que se refere às competências analíticas (51% de recursos internos já contratados) e de 21 pontos percentuais na inovação (40% de recursos internos já contratados).

Ou seja, a procura está a aumentar mais rapidamente do que qualquer empresa consegue responder internamente. O estudo indica a necessidade de não apenas recrutar mais talento em cibersegurança, mas também retê-lo dentro das organizações.

«A falta de profissionais especializados em cibersegurança tem impactos em qualquer empresa, independentemente do seu sector de atividade», afirma Mike Turner, diretor de operações da Cybersecurity Global Service Line da Capgemini. O especialista sublinha que as empresas podem passar meses a recrutar candidatos adequados e isso não é apenas ineficiente – também as deixa expostas a incidentes. Mais de 70% dos inquiridos no estudo preveem que a procura em cibersegurança vai aumentar «de forma significativa» até 2020.

«Os gestores precisam de repensar urgentemente a forma como recrutam e retém talento, sobretudo se pretenderem maximizar todos os benefícios advindos dos investimentos realizados em prol da transformação digital», completa Mike Turner.

O relatório sugere às empresas que ponham em ação uma série de prioridades, com destaque para a integração da segurança em todas as áreas da empresa; a maximização dos recursos que já existem (recorrendo, por exemplo, à formação); a inovação no recrutamento, o que pode traduzir-se na escolha de candidatos que a empresa normalmente não consideraria; e fidelização de talentos. Neste último ponto, o estudo refere que os trabalhadores em cibersegurança preferem empresas que oferecem condições de trabalho flexíveis, com possibilidade de equilibrar a vida profissional e pessoal, e permitem evolução clara e acessível na carreira.


Publicado em:

Talento

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