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Da Áustria para a Madeira, um caso de amor a mudar a vida de uma empresa

Publicado em 11 Fevereiro 2019 por Cristina A. Ferreira - Ntech.news | 486 Visualizações

A ilha da Madeira acolhe uma filial da Connecting Software desde 2017. Nasceu com 10 colaboradores e no final de 2019 deverá chegar aos 20. O plano inicial apontava apenas para a criação de um escritório de representação, «mas com o passar do tempo o número de contratações foi aumentando e as condições favoráveis fizeram nascer a vontade de transferir mais atividades para a ilha», conta Thomas Berndorfer, fundador e CEO da empresa.  

«Neste momento estamos a transferir o marketing e vamos também transferir os serviços de manutenção e apoio ao cliente». No próximo ano, deverá ser transferida a área de vendas, continua o responsável, enquanto explica como nasceu o fascínio pela ilha.  

«A Madeira é um excelente local para viver e também oferece benefícios fiscais. Primeiro viemos de férias, apaixonamo-nos pela ilha e decidimos criar um escritório cá». Os planos para o escritório local foram-se redesenhando, à medida que o empresário foi identificando oportunidades e talento local, graças a uma parceria com a Universidade da Madeira.   

A delegação converteu-se num hub TI onde se desenvolve software, para além de contar com áreas administrativas e de marketing, a caminho de reforço. Nascida na Áustria, a empresa tem mais um hub de desenvolvimento na Eslováquia (hub de desenvolvimento de software) e escritórios nos Estados Unidos, onde conta com a sua maior base de clientes.

Equipa da Connecting Software na Madeira, recrutada na Universidade local.


O negócio da Connecting Software
A Connecting Software facilita processos de integração de software, através de ferramentas que agilizam este tipo de tarefas e simplificam a criação de conectores customizados às necessidades de cada empresa.

A sua plataforma Connect Bridge, garante Thomas Berndorfer, permite treinar qualquer programador para se transformar num perito em integração em três horas e reduz a utilização de código até 90%. Segundo o responsável, a oferta distingue-se da concorrência pela simplicidade, preço e abrangência, já que não é apenas um serviço na cloud, como acontece com muitas ferramentas deste género. Consegue «cobrir todos os cenários de forma genérica – on premise, cloud e híbrida. E fazemo-lo desde de 2010, antes de qualquer concorrente», sublinha o CEO.

À plataforma central da CS juntam-se um conjunto de produtos para responder a necessidades específicas, em áreas como o CRM, ERP (Enterprise Resource Planning) ou Document Management Systems.

Um destes produtos é o CB Dynamics 365 to SharePoint Permissions Replicator, que faz a sincronização automática dos privilégios de utilizador no Dynamics CRM, com as permissões do SharePoint, evitando que utilizadores não autorizados tenham acesso a dados da plataforma de CRM, quando as duas aplicações são usadas de forma complementar.

Esta ferramenta foi também a escolhida por Thomas Berndorfer para ilustrar o potencial do software da CS, recorrendo a números estimados pela Orange Business Solutions, KPMG ou IBM. As empresas calculam que sejam necessários pelo menos 200 dias de trabalho de um programador para desenvolver a funcionalidade assegurada pelo CB Dynamics 365 to SharePoint Permissionsque a esta ferramenta permite assegurar.

Quem usa software e para quê

O ecossistema Microsoft (integração com NAV, AX, D365, Exchange/Outlook, SharePoint e outros) tem sido um dos terrenos férteis para o crescimento deste tipo de software. Banca e seguros, onde linguagens mais antigas como o Cobol ainda são muito usadas, também garantem uma elevada procura deste tipo de ferramentas, já que por esta via é possível integrar software desenvolvido em Cobol, sem ter de escrever código nesta linguagem. Indústria 4.0 e IoT são outras áreas onde as soluções da empresa podem fazer a diferença, garante Thomas Berndorfer, «ao permitirem colocar os sensores, máquinas e linhas de produção numa fábrica a “falar” como qualquer software usado no desktop», continua o responsável.  

As grandes empresas são os principais destinatários das soluções da Conecting Software, mas o fundador da empresa garante que a oferta foi desenhada para se adaptar às necessidades de negócios com dimensões distintas, incluindo no preço.

A empresa opera com uma rede de parceiros que ainda não tem empresas portuguesas, mas onde já constam alguns nomes internacionais com negócios em Portugal, como a ATOS, Capgemini ou a DXC. Para além disso, há contactos no terreno para novas parcerias mais diretas.

Na lista de clientes locais estão várias multinacionais com presença em Portugal, como a Securitas, Airest ou a Infineon, embora Thomas Berndorfer admita que o sucesso nos mercados do sul da Europa está muito baseado «na gestão de relacionamentos», o que cria a necessidade de mais tempo para que a oferta seja conhecida e comece a gerar mais interesse.

Enquanto isso a presença em Portugal, através da Madeira continuará a ser reforçada e o CEO da CS garante que passará também por cá a procura de uma resposta para um dos objetivos traçados pela software house para este ano: encontrar um CTO (Chief Technology Officer) visionário.


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