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EasyJet alvo de ciberataque que expõe nove milhões de passageiros

Publicado em 19 Maio 2020 | 166 Visualizações

A companhia aérea EasyJet veio a publico pedir desculpas aos seus clientes ao mesmo tempo que confirmava ter sido alvo de um ciberataque que acabou por expor informações pessoais de nove milhões de passageiros.

A companhia disse ainda que os cibercriminosos acederam a endereços de e-mail bem assim como a detalhes de viagens e que pretende contactar os passageiros afetados. Do total de clientes atingidos por este ataque sofisticado, cerca de 2208 viram os seus dados de cartões de crédito expostos embora não tenha havido roubo de informação relativa a passaportes.

Embora sem avançar grandes detalhes sobre o ciberataque, a EasyJet garantiu já que a brecha de segurança foi reparada e o caso comunicado ao Centro Nacional de Cibersegurança, ao Comissário Europeu da Informação e ao regulador local.

Este foi um dos maiores ataques a companhias de aviação, conhecidos no Reino Unido, e pode levar a EasyJet a pagar uma multa avultada. Recorde-se que, em 2019, a British Airways foi já multada em 183 milhões de libras (perto de 204 milhões de euros) pelo roubo de milhares de dados dos seus passageiros.

A propósito do ataque à EasyJet, David Emm, principal Investigador de Segurança da Kaspersky, explica que «esta violação de dados afeta um grande número de pessoas e, embora seja positivo verificarmos que dados como as credenciais dos clientes não foram comprometidos, a informação roubada – incluindo endereços de email, dados bancários e detalhes das viagens – oferecem aos hackers muita informação que devia ser confidencial».

Assim sendo, «qualquer passageiro afetado por este ataque deve estar agora alerta e especialmente cauteloso ao responder a mensagens e emails não solicitados, pois é provável que os cibercriminosos por detrás do ataque explorem a situação para enviar mensagens de phishing com ofertas aliciantes, que são, na realidade, boas demais para serem verdade».

Nesse sentido, a Kaspersky recomenda ainda que todas as vítimas «protejam os seus dispositivos com soluções de segurança robustas e que executem as atualizações disponíveis nos respetivos sistemas operativos e nas aplicações instaladas». Além disso, aconselha-se «os utilizadores a usarem palavras-passe únicas e complexas em todas as suas contas online e a tirarem partido da autenticação de dois fatores, sempre que for possível, nos diferentes fornecedores online». 


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