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Empresas desconhecem impactos reais de falhas nos seus serviços cloud

Publicado em 13 Setembro 2018 | 335 Visualizações

A maioria das empresas (60%) não avaliou em detalhe e de forma completa os reais impactos de uma falha ou indisponibilidade de um serviço cloud nas suas operações.

As conclusões são de um estudo, divulgado pela CESCE SI e realizado pela Veritas Technologies, onde se revela que muitas empresas não estão conscientes das suas próprias obrigações para garantir que os serviços na nuvem funcionarão sempre sem problemas, transferindo toda a responsabilidade para os fornecedores do serviço cloud.

«Muitas empresas não compreendem a sua própria responsabilidade, que está para além daquela que é a dos fornecedores de serviços de cloud e que passa por assegurar que as suas aplicações empresariais críticas estão adequadamente protegidas na eventualidade de uma falha», detalham as conclusões da pesquisa.

O estudo mostra que os problemas acontecem de facto e relata que nas empresas de um terço dos inquiridos, o tempo de inoperacionalidade dos serviços usados a partir da cloud excedeu os 30 minutos. Em 36% das empresas representadas no estudo, o tempo mensal de inoperacionalidade é inferior a 15 minutos. 27% dos inquiridos garantem que os seus serviços na cloud nunca falharam.

83% acreditam que cabe ao prestador garantir a segurança dos dados. Será?

A maioria dos inquiridos na pesquisa (59%) acredita que o fornecedor do serviço cloud é responsável por lidar com as interrupções que possam surgir e uma percentagem ainda maior (83%) acredita que cabe também ao prestador de serviços assegurar que as cargas de trabalho e os dados na cloud estão protegidos contra falhas.

A CESCE sublinha que a máxima é verdadeira, sobretudo em questões relacionadas com a reposição da infraestrutura, numa situação de falha, mas que pode não ser exatamente assim noutras situações. «Existem outras considerações que os clientes devem ter em mente e que vão além de uma falha ao nível da infraestrutura, como seja, colocar as aplicações novamente online, após a infraestrutura ter sido reposta online», exemplifica a empresa.

 

«Dependendo da complexidade das interdependências das aplicações durante a reinicialização e da quantidade de dados perdidos durante a falha, o tempo real de recuperação das aplicações poderá ser muito superior ao tempo de recuperação da infraestrutura», acrescenta-se. Se a empresa quiser adotar adotar medidas para acelerar o processo deve fazê-lo por conta própria, porque isso não se enquadra na responsabilidade do fornecedor.

«A recuperação imediata de uma falha na cloud está absolutamente dentro do controlo e responsabilidade de uma empresa, se esta assumir uma atitude proactiva quanto ao tempo de operacionalidade das aplicações que tem na cloud», sublinha Mike Palmer, vice-presidente executivo e CPO da Veritas, sublinhando que muitas organizações não têm esta perceção.

The Truth in Cloud reúne o resultado de 1.200 respostas de decisores TI, em empresas espalhadas pelo mundo. A esmagadora maioria destes responsáveis, (99%), admitiram que as suas empresas planeiam migrar sistemas para a cloud num prazo de 12 a 24 meses. Cerca de um quarto dos mesmos inquiridos (27%) têm ainda planos para fazer o outsourcing de toda a infraestrutura local para a cloud pública.


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Atualidade

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