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Empresas sentem retorno da IA, mas infraestrutura e competências travam inovação

Publicado em 20 Outubro 2025 por Equipa Ntech.News | 296 Visualizações

As organizações estão a colher os primeiros frutos dos investimentos em inteligência artificial, mas continuam reféns de infraestruturas desatualizadas e de lacunas de competências, aponta o segundo Kyndryl Readiness Report 2025. O estudo, baseado em respostas de 3.700 líderes sénior em 21 países, traça um retrato de oportunidades em aberto e desafios persistentes num contexto de rápida transformação tecnológica.

Martin Schroeter, Chairman e CEO da Kyndryl, explica que embora 90% das organizações acreditem ter ferramentas e processos para escalar a inovação, mais de metade encontra obstáculos na sua stack tecnológica, e menos de um terço considera os colaboradores realmente preparados para a IA.

O relatório revela que, apesar de 54% das organizações já observarem retornos positivos nos projetos de IA, o que representa um aumento de 12 pontos percentuais face a 2024, 62% ainda mantêm estes projetos na fase piloto. Há ainda um desfasamento entre confiança e capacidade, ou seja, embora nove em cada dez líderes afirmem possuir ferramentas para testar e escalar ideias rapidamente, mais de metade considera que a infraestrutura tecnológica limita a inovação.

No terreno das competências, 87% dos inquiridos prevê que a IA transformará completamente os postos de trabalho nos próximos 12 meses. No entanto, a utilização efetiva da tecnologia é ainda baixa e apenas uma minoria possui as competências técnicas necessárias. Paralelamente, a pressão geopolítica e regulatória obriga empresas a reverem a gestão de dados, com 75% dos líderes preocupados com riscos associados a ambientes de cloud globais, e 65% a ajustar estratégias através de repatriação de dados ou adoção de cloud privada.

O investimento em IA continua a subir, com 68% das organizações a apostarem “fortemente” em pelo menos uma tecnologia de IA e os gastos médios sa subirem 33% face ao ano anterior. A cibersegurança surge como prioridade máxima, refletindo a necessidade de proteger os retornos e assegurar a resiliência digital.

A cultura e o talento são referenciados como críticos para o futuro. Apesar de quase nove em cada dez líderes preverem impactos significativos da IA nos empregos, apenas 29% considera a sua força de trabalho pronta para tirar partido desta tecnologia. Os chamados Pacesetters, empresas que lideram em inovação, destacam-se não apenas pelos investimentos em tecnologia, mas também pela valorização da cultura organizacional, formação contínua e alinhamento de liderança, registando menos problemas de infraestrutura e maior adaptabilidade às regulamentações.


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